Gojira: após show no Rock In Rio, franceses realizaram apresentação intimista para público em SP

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Gojira_SP_Edi_Fortini_Imprensa_do_RockO Gojira teve sua passagem pelo Brasil marcada primeiramente pelo show no Rock In Rio, onde se apresentou no Palco Mundo, pouco tempo antes do Royal Blood e Motley Crue, para milhares de pessoas. No entanto, domingo foi a vez dos fãs de São Paulo presenciarem os monstros franceses no Carioca Club.

Os portões estavam liberados pouco depois das 18h, e o local concentrava o público do lado de fora, tomando cerveja, e conversando. A abertura do show ficou por conta do Furia Inc., banda de Guarulhos, que trouxe um estilo que combina com o Gojira, e também um certo profissionalismo no som, o Furia Inc. lançou há apenas 4 dias o videoclipe “Pitchblack Downfall” do álbum “Murder Nature (2004)” para quem quiser conferir, mas no domingo se apresentou cerca de 50 minutos, para poucas pessoas.

As primeiras notas do Gojira estavam marcadas para às 20h, porém houve um atraso de 20 minutos, com certeza devido alguma falha no som, pois os técnicos se movimentavam a todo o momento, testando bateria, microfones e guitarras. Perto do início a casa estava mais cheia, e mais quente, e foi nesse momento que os membros começaram a aparecer, e assim como no Rock In Rio, abriram com “Ocean Planet” do álbum “From Mars to Sirius (2005)” um dos álbuns mais queridos da carreira.

“The Heaviest Matter of the Universe” antecedeu “Backbone” também do mesmo álbum. A excitação do público em “Love”, “Remembrance” e “Wisdow Comes” foi perceptível, não são de longe minhas favoritas, mas por serem do início da carreira tem sua importância no coração de muitos.

Como não poderia ser diferente a hora de Mario Duplantier fazer seu solo de bateria é totalmente hipnotizante. Um baterista da nova geração levantando tanto peso nas baquetas é admirável.

Joe Duplantier (vocalista e guitarrista) entra no palco após a apresentação do irmão dialogando no microfone “O que vocês fizeram hoje?”, e o público “Yeah!”. Então ele conclui: “Não dá para manter um diálogo verdadeiro, não importa o que eu diga vocês vão dizer “Yeaaah!”. O que vocês fizeram hoje?”, e o público mais uma vez “Yeah!”.

A banda retorna com “Toxic Garbage Island”, que junto de Jean-Michel Labadie (baixista) são uma combinação imponente, o baixista em todo o show é o que mais tem presença de palco, e interage melhor com os fãs. Enquanto do outro lado do palco o tímido Christian Andreu (guitarrista), também entra no clima, mas com menor intensidade.

“Vacuity” foi anunciada como a última do show, porém apesar de o Gojira abandonar o palco, os fãs continuaram gritando, e pedindo pela última música. Então depois da pausa, fomos presenteados com “Oroborus” e “The gift of guilty”, para fechar o grande show, de forma espetacular.

No geral supriu as minhas expectativas, o Gojira domina o palco, andando por todos os lados, subindo nas caixas, balançando a cabeça, e acenando para o público, como se fossem muito próximos, de forma natural. Uma hora e meia de show que serviram até mesmo como aprendizado para bandas menores que buscam por entrosamento no palco.

Texto por: Yasmin Amaral // Fotos gentilmente concedida por: Edi Fortini
Agradecimento pelo credenciamento: Hoffman O’ Brian

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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