Ghost: entrevista com uma das “Bestas sem Nome”.

Ghost é uma daquelas bandas que impressionam uns mas outros simplesmente criam uma barreira com a proposta “diferente”. Vimos isso principalmente ano passado com a primeira passagem do grupo pelo Brasil, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, realizando shows com Iron Maiden, Slayer, Metallica, Sepultura e Alice In Chains.

Se compararmos o número de lançamentos até agora com outros grupos a banda ainda é considerada nova mas, com os inúmeros shows e festivais arrecadados ao longo de 4 anos de carreira muita banda antiga ainda está apanhando para ter o que eles têm no currículo até o momento. Já tocaram em festivais como Rock In Rio e no renomado Hellfest, ambos em 2013.

Guitarrista solo à frente e o tecladista ao fundo. - Coachella 2013.

Guitarrista solo à frente e o tecladista ao fundo. – Coachella 2013.

A discografia consiste no disco de estreia “Opus Eponymous (2010)” com a capa sendo inspirada no filme “A Hora do Vampiro“, os dois álbuns seguintes remetem a um EP intitulado de “If You Have Ghost” contendo covers das bandas de Roky Ericksson, ABBA (com participação de Dave GhrolFoo Fighters“), Army of Lovers, Depeche Mode e finalizando com uma canção própria ao vivo de “Secular Haze“.  E, o segundo álbum de estúdio “Infestissumam“, todos lançados em 2013.

A Imprensa do Rock teve a oportunidade de entrevistar um dos ‘Nameless Ghouls’ antes da nova passagem da banda pelo Brasil que tocam novamente nas cidades do Rio de Janeiro, no dia 4 de Setembro e em São Paulo, no dia 5 de Setembro, no HSBC Brasil (serviço completo aqui!).

Confira a rápida entrevista que realizamos logo abaixo onde o músico comenta sobre a emoção em tocar em grandes festivais, a amizade com o Metallica, o Dave Ghrol e os símbolos alquímicos representados por cada integrante.

Ghost ao vivo, Hellfest 2013. Fonte: reprodução.

Ghost ao vivo, Hellfest 2013.

Imprensa do Rock: Após diversas entrevistas, e chegando até a serem de certa forma “desmascarados”, vocês pretendem algum dia tocarem sem as tradicionais roupas que definitivamente os marcaram?

‘Ghoul’: Nós provavelmente nunca faremos isso, é nossa marca, o publico espera que estejamos vestidos com nossas roupas escuras, apesar da curiosidade, então não há chances disso acontecer.

Imprensa do Rock: Em menos de quatro anos, já tocaram em diversos shows e festivais ao redor do mundo. Para uma banda que está em plena ascensão, como é tocar em festivais estilo “HellFest” e “Rock In Rio”?

‘Ghoul’: Nós gostamos muito, ficamos ansiosos por esses shows o ano todo, foi muito importante para nós, uma das melhores coisas que nos aconteceram, foi muito agradável, um momento muito feliz da nossa carreira.

Imprensa do Rock: E aproveitando, com a indicação do Metallica vocês conseguiram expor melhor o trabalho do Ghost. Como é ter esse suporte?

‘Ghoul’: Eles são uma banda incrível, muito bom tocar com eles, todo o tempo foi ótimo saber que estávamos trabalhando e tendo o suporte de uma banda como o Metallica. Com certeza nos dá uma perspectiva diferente.

Imprensa do Rock: Para vocês, o que seria o “Ano Zero”? (referência a canção “Year Zero”).

Ghost – “Year Zero

‘Ghoul’: Não tem como explicar completamente, são muitos significados porque às vezes você acha que sabe um monte sobre um assunto e quando vai escrevê-lo vê que na verdade sabe e aprende mais jogando palavras a cada noite sobre os sentimentos e todo o resto, e na música que você está falando eu acho que isso é muito especial. Essa é nossa explicação da insignificância do homem e como o homem sempre foi importante. Nós subestimamos nossos valores.

Imprensa do Rock: A participação com Dave Ghrol gerou o cover de ABBA com “I’m A Marionette”. Quem procurou quem e como foi feita a escolha especialmente dessa música?

‘Ghoul’: Basicamente nos conhecemos quando estávamos tocando no mesmo estádio e nós saímos e começamos a falar sobre essa ideia juntos, e algum tempo depois entramos no estúdio. Acho que a escolha da música foi o que tínhamos em comum, pois levamos as músicas que achávamos que iam ficar boas, que tinham alguma importância em nossas influências e essa foi uma decisão em comum acordo.

Imprensa do Rock: Ficamos curiosos sobre os símbolos usados por cada integrante. Pode contar um pouco mais sobre eles?

‘Ghoul’: Cada um dos símbolos supostamente representa cada um dos membros, mas também há elementos nos símbolos que representam as músicas, ou seja, são sobre a banda. Muitos fãs não podem lidar com o fato de que nossos membros estavam sem nome, então esses símbolos foram criados para suprir isso.

Imprensa do Rock: Qual é a expectativa de voltar ao Brasil em tão pouco tempo?

‘Ghoul’: A expectativa é grande, é muito importante para nós voltarmos, isso significa que agradamos vocês. Então a expectativa só pode ser a melhor possível, nós estamos muito felizes em ir novamente pelo grande suporte do público brasileiro, isso faz a diferença, só temos a agradecer.

Imprensa do Rock: Nós agradecemos. Deixe uma mensagem para os fãs!

‘Ghoul’: Obrigado fãs do Brasil, pelo suporte de sempre, esperamos vê-los em breve tão animados quanto nós estamos!

[box type=”info” ]Entrevista: Yasmin Amaral
Edição: Victor Santos // Revisão: Jair G. Silva[/box]

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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