Extreme Hate Festival @ Carioca Club – São Paulo/SP (04/03/2018)

A quinta edição do Extreme Hate Festival, foi marcado por cinco excelentes bandas do metal extremo que simplesmente, realizaram, um grande festival da mais pura brutalidade, agressividade e claro, completamente satânica.

Nesta edição, o line-up contou com três bandas nacionais do metal extremo: Justabeli, Luxúria de Lillith e Power From Hell. Ótimas bandas representando o cenário nacional, que fizeram grandes apresentações prazerosas muito bem desempenhadas.

Os headliners contaram com os alemães do Nargaroth e com os austríacos do Belphegor. Duas grandes bandas mundialmente renomadas ao cenário do metal. Nargaroth, em um show bem atmosférico, nos apresentou um repertório variado de seus álbuns de estúdio, até chegar no mais recente “Era of Threnody” de 2017. E o Belphegor, com sua insanidade em palco, promovendo seu mais recente disco “Totenritual” de 2017.

Justabeli

A primeira banda para abrir os portais do inferno e começarem esse grande festival, foram os paulistanos do Justabeli. Formado por três integrantes, War Feres (vocal e baixo), Morbus Delmos (bateria) e Blasphemer (guitarra), a banda nos apresentou em aproximadamente 35 minutos, um repertório bem escolhido e muito bem executado pelo power trio.

Um black metal com uma temática relacionada a guerra, o Justabeli mostrou a sua potência, suas técnicas e seus talentos em cada música executada. Riffs bem estruturados, “blast-beats” variados, vocais rasgados, enfim, um metal extremo de qualidade.

Foram executadas em seu repertório: a excelente “The Worst Of Fire Storms”, “Soldiers of Satan”, “Ad Bellum Et Gloria”, onde possui um refrão poderoso e marcante, “Parabellum”, “Laing Corpses”, “Cause the War Never Ends…”, “Puking Lead And Hate” e para encerrar, a feroz “War Crimes”. Com uma grande potencialidade em sua sonoridade, Justabeli deu um grande início neste festival infernal que estava apenas começando.

Setlist:

1. The Worst Of Fire Storms
2. Soldiers of Satan
3. Ad Bellum Et Gloria
4. Parabellum
5. Laing Corpses
6. Cause the War Never Ends…
7. Puking Lead And Hate
8. War Crimes

Line-up:

War Feres – Vocal e Baixo
Morbus Deimos – Bateria
Blasphemer – Guitarra

Luxúria de Lillith

Dando prosseguimento ao festival, foi a vez do power-trio, Luxúria de Lillith, subir ao palco. Formado por Drakkar (vocal e bateria), Arkana (baixo e vocais de apoio) e Set (bateria), foi uma surpreendente apresentação desses demônios. Músicas pesadas e demoníacas totalmente insanas e de excelentes qualidades.

Grandes performances em palco podemos presenciar nessa tarde. O ótimo black metal que o Luxúria de Lillith nos apresenta, é bem característico, marcante e admirável aos bons fãs de metal extremo. Músicas cantadas em português, excelentes refrões em cada composição, impressionantes vocais de apoio feita pela Arkana, que inclusive, uma excelente presença em palco, graças a sua voz infernal que se destacou por toda apresentação e uma característica que podemos notar, é na introdução de algumas músicas específicas que executaram, onde o Drakkar, recitava algumas profundas poesias se tratando principalmente das trevas. Tudo para dar um clima ao show.

Em seu repertório, foram executados: a poderosa intro “Os Filhos de Asmodeus”, depois, executaram, cinco ótimas músicas do disco “A Volúpia Infernal” (2005): “Desejos Infames”, “Luxúria de Lillith”, “A Volúpia Infernal”, “Profanos Beijos de Sangue” e “Da Morte para Todo Fim”. “As Trevas um Dia Lhe Chama”, do álbum “Mundo de Cadáveres” (2012) e “A Testemunha do Mal”, do álbum “Sucumbidos Pela Carne” (2009), foram as últimas do repertório da apresentação.

Com aproximadamente 35 minutos de duração, Luxúria de Lillith fez um ótimo show, onde mostraram a sua potência em palco, seu estilo diabólico e músicas admiráveis em perfeitas execuções.

Setlist:

1. Intro – Os Filhos de Asmodeus
2. Desejos Infames
3. Luxúria de Lillith
4. A Volúpia Infernal
5. Profanos Beijos de Sangue
6. Da Morte para Todo Fim
7. As Trevas um Dia lhe Chama
8. A Testemunha do Mal

Line-up:

Drakkar – Vocal e Bateria
Arkana – Baixo e Vocais de Apoio
Set – Guitarra

Power From Hell

Chegando para o final da tarde, o Power From Hell, foram os próximos. Mais um power-trio no festival, eles nos apresentaram excelentes músicas bem tocadas onde conseguiram agradar o público, que já ficou em uma quantidade maior no Carioca Club. Mesclando um thrash/black metal, Power From Hell, realizou uma apresentação de aproximadamente 45 minutos, com um setlist bem variado de seus discos.

Logo, já notamos o seu palco bem personalizado, com duas grandes cruzes invertidas cravadas no palco, onde as pontas delas ficaram por conta de velas acendidas. Iniciaram com “Black Obsession”, “Torture Garden” e “Crimes Of The Cunt”. Continuando, veio “Hell’s Gangbang”, do mais recente EP “Blood ‘n’ Spikes” (2017), “Suicide Metal” e “Behind Convent Walls”.

“Obscure Creation” foi executada e logo “Calígula”, foi tocada. Depois, foi executada “Molesting The Holy Virgin”, “Sacrifice”, cover do Bathory, “The Evil and the Lust Never Sleeps” e “Eternal Pleasure (Antichrist)”. As três últimas músicas a serem tocadas, foram: “Power From Hell”, “Voices From The Grave” e “The True Metal”.

Power From Hell fez um excelente show nessa edição do Extreme Hate Festival. Composições rápidas, pesadas e totalmente infernais. Foi uma ótima banda para esse festival insano, que estava cada vez melhor.

Setlist:

1. Black Obsession / Torture Garden / Crimes Of The Cunt
2. Hell’s Gangbang / Suicide Metal / Behind Convent Walls
3. Obscure Creation / Calígula
4. Molesting The Holy Virgin
5. Sacrifice (Bathory Cover)
6. The Evil and the Lust Never Sleeps / Eternal Pleasure
7. Power From Hell
8. Voices From The Grave
9. The True Metal

Line-up:

Sodomic – Vocal e Guitarra
Tormentor – Baixo
Death – Bateria

Nargaroth

Com um público maior no Carioca Club, foi a vez dos alemães do Nargaroth, subirem em palco. Uma das bandas mais esperadas dessa edição do Extreme Hate Festival, René “Ash” Wagner e companhia, fizeram uma apresentação emblemática, carismática e memorável.

Iluminações escuras, onde mesclavam um azulado e um avermelhado, Nargaroth mostrou o quanto são incríveis e representativos para o cenário do black metal e do metal extremo. Um excelente repertório executado com uma grande perfeição, foi mais um daqueles shows de black metal, insano, atmosférico, admirável e muito agradável.

Iniciaram o show com “The Agony of a Dying Phoenix” e “Conjuction Underneath the Alpha Wheel”, duas excelentes músicas do mais recente disco “Era of Threnody” (2017). A clássica e destruidora “Black Metal ist Krieg”, foi a próxima. Continuando na mesma brutalidade, “Hunting Season” veio na sequência. A longa “Seven Tears Are Flowing to the River” foi executada. Possivelmente a melhor música da banda. Bem atmosférica e com um extraordinário e marcante riff que se estende pela música toda, sem dúvidas, foi um dos melhores momentos do show.

Em seguida, foi tocado um cover, “War” do Burzum. A devastadora “Possessed by Black Fucking Metal” foi executada. E chegando para o final da apresentação, “Abschiedsbrief Des Prometheus” e “Goatcraft Torment”, cover do Urgehal, foram as últimas desse repertório monstruoso que executaram na noite.

Performances bem dedicadas, vocais guturais, ótimos riffs, velocidades insanas em suas músicas e um clima bem característico, Nargaroth, em uma hora de apresentação, fez um incrível show em São Paulo. Esperamos o retorno da banda ao país, porquê, realmente, foi uma excelente experiência presenciar um show como foi esse.

Setlist:

1. The Agony of a Dying Phoenix
2. Conjuction Underneath the Alpha Wheel
3. Black Metal ist Krieg
4. Hunting Season
5. Seven Tears Are Flowing to the River
6. War (Burzum Cover)
7. Possessed by Black Fucking Metal
8. Abschiedsbrief Des Prometheus
9. Goatcraft Torment (Urgehal Cover)

Belphegor

Por último, os austríacos do Belphegor, tiveram o privilégio de encerrar o festival. Promovendo o seu mais recente álbum, “Totenritual”, lançado no ano passado, e que por sinal, um disco excepcional, Belphegor nos cativou com uma apresentação digna e primorosa do mais puro metal extremo. Com integrantes competentes, músicas de qualidade sendo executadas numa brutalidade fora do comum e muita porrada sonora nos tímpanos.

Com um palco muito bem montado e personalizado, com duas grandes cruzes invertidas sangrando-as e fixadas nos amplificadores e cabeças de bodes em pedestais no palco, iniciaram com a intro mecânica “Masked Ball” do Jocelyn Pook sendo tocada, tudo isso para dar um clima mais sombrio na apresentação. Quando todos os integrantes da banda sobem ao palco, tocaram a “Sanctus Diaboli Confidimus”, como uma preparação e um breve início do que estava por vir. Logo, veio “Totenkult – Exegesis of Deterioration”, do mais recente álbum “Totenritual” de 2017. Executaram a música numa agressividade gigantesca e totalmente brutal. Na mesma pegada diabólica, veio “The Devil’s Son”, também do “Totenritual”.

Mantendo a brutalidade pura, veio “Belphegor – Hell’s Ambassador” do “Pestapokalypse VI” (2006). A excelente “Swinefever – Regent of Pigs” foi a próxima. Possuindo um riff bem composto e um refrão devastador. A instrumental “Totenbeschwörer” foi executada, uma música de duração rápida num ritmo mais calmo, possuindo com um excelente riff de guitarra bem envolvente e admirável. A ótima e talvez uma das melhores músicas tocadas na noite, “Stigma Diabolicum”, veio na sequência.

Depois, emendaram a agressiva “Conjuring The Dead” com a “Pactum in Aeternum”, dois excelentes sons brutais que deram continuidade no show. A feroz “Lucifer Incestus” foi tocada, seguida pela “Baphomet”, outra do “Totenritual”. Uma das melhores faixas do álbum e ao mesmo tempo, uma das melhores músicas da noite. A banda executou-a numa potência extrema e um excelente refrão, com o baixista Serpenth, ajudando nos vocais de apoio, que inclusive, uma performance arrasadora nessa função.

Chegando para o final do show, veio “Gasmask Terror” e para finalizar “Diaboli Virtus in Lumbar Est”. Dessa maneira, foi encerrado essa apresentação insana, agressiva e demoníaca no Carioca Club. Belphegor, em aproximadamente, 60 minutos de show, nos apresentou um magnífico repertório totalmente brutal e satânico. Um fascinante show onde mostraram o quanto a banda é uma das melhores quando se fala em metal extremo. Com grandes performances em palco, fecharam o festival de maneira impecável e bastante ovacionada pelo público.

Setlist:

1. Sanctus Diaboli Confidimus
2. Totenkult – Exegesis of Deterioration
3. The Devil’s Son
4. Belphegor – Hell’s Ambassador
5. Swinefever – Regent of Pigs
6. Totenbeschwörer
7. Stigma Diabolicum
8. Conjuring The Dead / Pactum in Aeternum
9. Lucifer Incestus
10. Baphomet
11. Gasmask Terror
12. Diaboli Virtus in Lumbar Est

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
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