Exodus: uma noite para se viver um milhão de vezes.

No dia 4 de outubro de 2014 foi realizado pela produtora 8×8 Live um grande espetáculo na cidade de São Paulo. Sábado, dia de um sol incomum desde manhã abrangia várias pessoas na fila em frente ao Carioca Club aguardando o momento da abertura da casa para o show do Exodus. Show não, espetáculo. À partir das 16h eu (Yasmin, vulgo Ya Exodus) e nove outros sortudos entramos no meet and greet da banda, ali mesmo no local do show. A recepção por parte da The Ultimate Music e 8×8 Live foi excelente, ambas tiraram fotos de nós o tempo todo, registrando aquela emoção, e nos deixaram a vontade para receber autógrafos, deixar presentes e conversar com nossos ídolos. Steve ‘Zetro’ Souza desde o primeiro momento se mostrou extremamente simpático, e empolgado para falar conosco, aliás todos os outros apertaram nossas mãos nos dando ‘’boa tarde’’ e autografaram tudo que havíamos levado, na hora das fotos tiveram a maior paciência, tiraram mais de uma foto com cada pessoa, e se despediram carinhosamente. O sonho tinha começado ali.

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Às 17h o público pôde entrar na casa e em poucos minutos o Carioca Club estava lotado de camisetas pretas, todos aguardando ansiosamente, um público muito variável, desde os jovens até os mais velhos estavam comendo as unhas de ansiedade. Foi quando anunciaram a entrada do clássico nacional MX, que fez jus à noite. Com um repertório empolgante reproduzido com extrema perfeição por todos os membros da banda, músicas como “Jason” e “Dirty Bitch” apareceram no final de uma apresentação de tamanho comum, cerca de 50min. A interação com o público foi excelente, todos estavam recebendo aquela energia, não foi um show de abertura que comumente se acha um mal necessário para a banda principal, muitos estavam ali com a camiseta do MX e enlouqueceram ao ver a banda. O calor aumentava no sábado conforme a noite ia passando.

Então, em pouco tempo acompanhamos certas sombras por trás da cortina fechada ao término do MX, cada segundo era angustiante, apesar do pouco tempo para a troca de banda todos estavam clamando “Exodus! Exodus!”, o grande final da noite. De repente a introdução de “Bonded By Blood” começa e a emoção toma conta da casa, o calor se torna insuportável e nos primeiros riffs de Gary Holt (guitarrista) o público já explode em concentrações de mosh e bate cabeça. A presença de ‘Zetro’ gerou em todos uma expectativa enorme e foi suprida a cada música, sua energia e simpatia transpassava a cada vez que pegava o microfone para destruir junto ao Exodus. Aos que sentiam pela ausência de Rob Dukes receio que até o tenham esquecido ao menos durante “Scar Spangled Banner”, clássica gravada por “Zetro” que há muito não estava no set list da banda. Aliás, músicas como “Pleasures of the Flesh” e “The Last Act of Defiance” tinham sido abandonadas pelos músicos durante as turnês com Rob Dukes e voltaram como bombas nos últimos shows.

As favoritas “And Then There Were None”,“Piranha”, “Metal Command” e principalmente “Strike of the Beast” abriram crateras no clube. Com ingressos esgotados e capacidade máxima recebida lá todos os presentes queriam aproveitar ao máximo a oportunidade única. O lançamento do novo álbum “Blood In, Blood Out” dias antes do show em São Paulo também fez com que o público esperasse alguma inédita, porém preferiram pelo trivial, e foi uma apresentação de excelência. Lee Altus (guitarrista) e Tom Hauting (baterista) nunca decepcionam em seus respectivos solos, além de Jack Gibson (baixista) que ao fazer a introdução de “Iconoclasm” já deixou muitos emocionados.

Durante o show muitas palhetas foram jogadas a plateia, e momentos como o tombo de ‘Zetro’ no palco e o tubão tradicional brasileiro sendo tomado por Lee Altus e Gary Holt geraram a animação geral da galera, enquanto tomavam Tom Hauting fazia um solo de bateria totalmente ‘’abrasileirado’’, contagiando ainda mais. O término do show ficou por conta de “Good Riddance”, apesar de todos muito satisfeitos parecia mentira, ao sair do show os comentários eram mais parecidos com relatos de um sonho, do que algo que tinha acabado de acontecer de verdade. Uma noite para nunca se esquecer, uma aula de thrash metal.

Por: Yasmin “Exodus” Amaral // Edição: Victor Santos
Foto por: Kennedy Silva
Credenciamento: The Ultimate Music – PR
Imprensa do Rock

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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