Exodus: passagem no Brasil tem problemas mal contados e sem respostas

Exodus-Imprensa

A última passagem do Exodus no Brasil foi em janeiro de 2016. As datas anunciadas abrangeram desde o Sul até o Nordeste, como a maior turnê que a banda faria dentro do país em toda a carreira.

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Para analisar um pouco melhor, gostaria de voltar há 4 anos atrás, onde o cast para o Metal Open Air, em São Luís/MA, também anunciava a banda. A Negri Concerts, responsável pela maior parte da organização do festival, falhou em todos os aspectos, mesmo assim o Exodus subiu no palco. Vale lembrar que mais bandas em solidariedade com o público também fizeram suas apresentações, como Megadeth, Korzus e outras.

Em 2016, a banda cancelou sua presença no show de Fortaleza/CE e publicou uma nota oficial declarando: “Os problemas começaram com o pagamento […] Queríamos tocar, dissemos que o faríamos se ele (o produtor) consertasse estas coisas (pagamento e equipamentos) até o último minuto, quando se tornou demasiadamente tarde para nós sequer subirmos para o palco e depois pegarmos o voo para o próximo show”. A 4U Produções, responsável pelo show também se pronunciou e em sua defesa disse que já tinha acertado parte do pagamento com a banda e que a qualidade dos equipamentos oferecidos era estável.

Uma banda do porte do Exodus não viria ao Brasil sem receber ao menos 50% do pagamento adiantado da turnê, porque é assim que funciona com qualquer banda que vem de forma segura para cá e eles realmente confirmaram a falta de apenas uma parte do pagamento, mais equipamento, mais infra-estrutura e acabou virando uma bola de neve. Concordo que a banda não deve tocar se o contrato for violado, mas onde está a parte do dinheiro da 4U Produções? Não temos ciência de qual era o acordo feito entre banda e produção.

Nos últimos dias outra denúncia foi feita através da página oficial do Exodus no Facebook, que cita Hamilcar Vieira (Damar Productions) de Curitiba/PR, como falsificador de recibos de pagamento. Uma denúncia grave, pois isso destrói qualquer empresa e como venho observando a Damar Productions já foi responsável por grandes shows realizados na cidade, inclusive é responsável pela passagem de Bruce Kulick (ex-Kiss). Gostaria que algumas coisas fossem devidamente esclarecidas, mas a produtora ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Até o momento do Metal Open Air, a Negri Concerts se apoiava nos eventos que fez e que foram bem sucedidos, assim como Juliano Ramalho com o Zoombie Festival em Rio Negrinho/SC. E agora mais uma produtora corre o grande risco de cair por irresponsabilidade.

Toda história tem dois lados, sem esclarecimentos passamos a ter somente um dos lados como verdade absoluta. Estranho é tudo isso se passar no Brasil, desde o Nordeste até o Sul, difamando a nossa recepção para bandas que gostariam de vir para cá, mas que passam a não sentir mais segurança para tal. As resoluções que foram dadas para os problemas entre o Exodus e produções ainda não foram divulgadas, mas seria importante que em breve fossem.

Texto por: Yasmin Amaral
Edição: Victor Santos

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