Entrevista: Morkt

Assim como um embrião em desenvolvimento, o Morkt apesar de recente já mostra muita maturidade e competência naquilo que faz. Prestes a lançar o primeiro EP, os mineiros entram com força total na cena que sempre revelou grandes bandas ao Brasil e o mundo. Gentilmente, Kyons (baterista/vocalista) nos concedeu a entrevista falando um pouco da história da banda e também de projetos futuros.

– Primeiramente quero parabenizar a banda pela originalidade e o talento individual de cada um. Gostaria que se apresentassem.

Ola, primeiramente queremos dizer que estamos honrados por esta participando do Imprensa do Rock, é sempre bom passar por um reconhecimento como esse, vamos lá.

Sou Messor – contrabaixo, Sou Impaler – guitarra, Occultus – Teclado e backing vocal e Kyons – Bateria e vocal.

Quando e como nasceu o Morkt?

A Morkt nasceu em meados de 2014, quando sai de um antigo projeto de black metal para formar algo que eu sempre quis, uma banda com uma essência única e trevosa diferente dentro do black metal, então já conhecia o Tiago, nosso antigo tecladista e por coincidência na época ele também saiu de um projeto que ele estava e assim o chamei para o inicio da Morkt. Mesmo aconteceu com o Messor, como também já o conhecia, o chamei para o baixo foi quando pouco tempo depois conhecemos o Occultus e o Impaler, Occultus nessa época era guitarra também, mais pouco tempo depois o Tiago teve que sair por motivos pessoais, então demos continuidade com apenas uma guitarra e com o Occultus assumindo os teclados, e em janeiro de 2015 nasceu oficialmente a Morkt

– Vocês se rotulam a algum estilo?

Sim, Dark Symphonic Black Metal.

– Sabemos que Minas Gerais é um grande berço do metal extremo no Brasil. Isso fortalece mais ou encaram com naturalidade.

Fortalece sim, mas não tão quanto esperado. É uma honra ser dessa cena que é sim muitas vezes foda, damos continuidade com ao nosso trabalho com força e honra por aqui.

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– Fazer metal extremo é algo que requer muita garra e criatividade, a banda tem um diferencial enorme, pois o vocalista é o “homem das baquetas”, é difícil “rasgar” a garganta e ao mesmo tempo destruir a bateria (risos)?

Cara, não é nada fácil, (risos) tocar um som extremo sendo o vocalista e baterista, exige concentração, técnica e resistência, então faço o que posso.

– Estive presente em uma apresentação de vocês na cidade de Paraopeba (MG), o que acharam da galera local?

Foi muito foda, tanto o show quanto a galera local, gostamos muito do apoio dos headbangers que estavam presentes.

– Sobre a cena de BH torna-se mais fácil divulgar o trabalho?

Não muito, mais com o nosso metal negro sendo feito com ódio e honra, ja estamos começando ter o apoio dos reais hellbangers em BH e assim a divulgação e reconhecido chegam naturalmente.

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– Existe algum contato de produtores e organizadores de outros estados interessados em levar o Morkt para se apresentar?

Fomos contactados por um produtor de vila velha e outro de São Paulo, mais ate então continuamos no aguardo.

– Gostaria de agradecer pelo bate papo e desejo longa vida a banda. O espaço é livre para a banda deixar sua mensagem.

Queremos agradecer pelo apoio de vocês e de todos hellbangers que estão nos apoiando, pois como todos nós da cena extrema e do metal negro, sabemos que não é nada fácil sobreviver, pois já vivemos em um país nada favorável ao black metal, hail força e honra ao metal negro nacional.

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Leandro Fernandes
Leandro Fernandes

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