Entrevista exclusiva com a banda de heavy metal Nosferatu

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nosferatu-heavy-metalOlá. Como dissemos, o mês do rock na imprensa do rock está bombando de novidades. E não para por aí. Entrevistamos recentemente a banda Brasileira de Heavy Metal  ‘Nosferatu‘, que tem uma longa carreira desde 1999 cheia de intrigas, curiosidades, boas influências e fatos dignos que marcam uma banda em si. Fique com a gente e leia mais uma de nossas entrevistas sobre o mundo do Rock N’ Roll e Metal.

Entrevista e Pauta por: Victor Santos

Bem-vindos à Imprensa do Rock, galera. É uma honra termos vocês para representar um pouco o cenário do metal nacional e abafar aquele ar de “Metal nacional está morto!”
– Quando tiveram a iniciativa de criar a banda ‘Nosferatu’ e de onde veio o nome da banda?
Hussein (Guitar & Vocal): Primeiramente eu gostaria de agradecer o espaço cedido. A banda foi formada por mim (guitarra e vocal) e um ex-guitarrista chamado David no ano de 1999. Passamos por alguns nomes até chegar no atual (Nosferatu) que ao contrário do que muitos pensam, não foi baseado no filme de mesmo nome, mas sim através do filme “Drácula, de Bram Stoker”, pois uma hora o personagem Van Helsing citava o nome Nosferatu e isso me atraiu a atenção, achei que dava um nome legal pra banda.
– Pode nos falar um pouco da influência da banda? Percebo que é quase toda formada pelo gênero do Heavy Metal, correto?
Hussein (Guitar & Vocal): Eu possuo muitas influências dentro do Heavy Metal que vão desde o Blues/Country/Rock’n’roll até Black Metal. Claro que gosto de outras coisas também, mas alguns sub-gêneros dentro do metal eu não gosto como Gothic, New Metal, etc… Mas a minha maior influência é o Heavy Metal Tradicional das bandas dos anos 80 principalmente da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) e as composições seguem essa linha. Claro que se perceber vai notar alguma coisa de um estilo diferente aqui, outra ali, mas mesmo assim esses detalhes são sutis e soam de acordo com a sonoridade e a proposta da banda.
– Algum fato engraçado ou inusitado aconteceu com a banda para que começasse a ser reconhecida?
Hussein (Guitar & Vocal): Então, pra falar a verdade acredito que na nossa banda acontece tanta coisa bizarra, escrota e pitoresca que dá pra fazer um livro (risos), Mas nada que ajudasse a nos tornar mais conhecidos (risos). Mas vamos lá, teve uma vez que a gente estava sem lugar pra ensaiar e resolvemos ensaiar na minha sala (risos) isso era umas 4:00 hrs da tarde em um domingo, aí o meu vizinho veio encher o saco, deu uma martelada no meu portão, a gente foi lá conversar com ele pra tentar amenizar a coisa e ele ameaçou dar uma martelada na cara do ex-guitarrista, aí eu falei pra ele que não precisava chegar nesse ponto, aí ele me ameaçou também (risos). Aí eu fiquei de saco cheio, subi aqui em casa e peguei dois facões tipo aquelas peixeiras de cangaceiro sabe? (risos). Aí as deixei escondidas dentro da minha garagem e só pegaria se precisasse, aí chamei o velho pro braço e aí todo mundo que tava passando na rua viu, foi uma puta de uma baixaria no meio da rua! (risos) Ele chamou a polícia, mas no fim não deu nada. (risos) Teve um dia também que foi um dos mais engraçados. Eu tava com o carro do meu pai que a gente tinha ido ensaiar, aí o escapamento tava meio solto embaixo, chacoalhando tudo e fazendo barulho. Aí na volta eu fui fazer uma curva pra entrar na pista e o escapamento escapou e começou a ralar no chão saindo um monte de faíscas. Foi uma situação complicada porque o escapamento tinha soltado de uma forma que ficou caído lá pra frente do carro e era perigoso ele furar o carro por baixo e empalar o ex-baixista caso eu passasse em algum buraco. (risos) Aí eu parei o carro num canteiro, mas o problema é que era do lado de umas favelas e a gente estava com o carro cheio de equipamentos. Aí eu falei pro ex-guitarrista que a gente tinha que dar um jeito de pendurar aquele escapamento pra gente sair logo daquele lugar que era perigoso. Aí ele ficou fuçando e do nada o escapamento soltou e ele caiu pra trás, aí ele arrancou o escapamento na mão. Foi uma cena tão bizarra, a gente ficou um tempão dando risada. Aí não dava pra largar o escapamento no meio da rua, e não cabia no porta-malas que o carro estava cheio de tralhas. (risos) Aí demos um jeito de colocá-lo indo do banco da frente até o banco de trás e os dois (guitarrista e baixista) irem segurando ele até chegar em casa. O som que o carro estava fazendo parecia um avião, o barulho por dentro estava ensurdecedor, foi só risada, pra gente conversar eu tinha que parar de acelerar pra escutar o que o outro ia dizer. (risos)

– O que vocês esperam para o álbum “Satan’s Child”? Terá alguma turnê em breve para comemoração do lançamento do álbum?
Criss (Drummer & Backing-vocal): Bom, primeiramente muito obrigado pelo espaço cedido, eu sou o baterista e backing vocal da banda. Estamos muito ansiosos para podermos lançar este trabalho, já que foram muitos anos de espera e luta, então estamos realmente ansiosos para ver o “Satan’s Child” lançado. Ele vai ser o nosso debut, depois de tanto tempo, finalmente vamos conseguir lançar. Esperamos que ele tenha um bom aceitamento por parte do público, mas como são músicas que tocamos há tempos em nossos shows e o pessoal que nos acompanha já conhece, então estamos mais tranqüilos com relação a isso. Logo após o lançamento do álbum, vamos procurar um novo guitarrista, para ocupar o espaço que o David Bellini, infelizmente, teve de deixar vazio por motivos pessoais. Então assim que encontrarmos alguém vamos começar os ensaios e pretendemos fazer uma turnê que passará por várias regiões do Brasil.
Hussein (Guitar & Vocal): Esse álbum só nos deu dor de cabeça até agora (risos), mas em breve vamos continuar as gravações que por devidos fatores fomos obrigados a parar. O maior motivo foi o fechamento do estúdio que estávamos gravando e como isso aconteceu em um momento que tivemos muitas mudanças na formação, acabamos deixando pra voltar a gravar quando já estivéssemos com tudo estabilizado. Enquanto não arrumamos outro guitarrista nós vamos adiantando o que falta, pois as partes de guitarra já estão gravadas. Pra falar a verdade já está praticamente quase tudo gravado, faltando apenas as vozes, mixagem, masterização etc… Mas nós não gostamos do timbre da bateria então vamos regravá-la. Como o Criss disse, assim que resolvermos todas as pendências nós pretendemos sim fazer uma turnê de comemoração ao lançamento do álbum e tentar tocar no máximo de lugares que conseguirmos para poder mostrar o nosso som aos nossos irmãos que nos apoiam e que estão espalhados pelos cantos.
– Vocês pensam de alguma forma em lançar um vídeo-clipe para divulgação do álbum em si?
Criss (Drummer & Backing-vocal): Primeiramente pretendemos gravar um clipe para uma das músicas do último material lançado, o Split, com a banda norueguesa Deathhammer. A música será a “Blessed By Flames Of Hell”, assim que as gravações do “Satan’s Child” terminarem. Logo após o lançamento do debut, pretendemos gravar um clipe de uma música que vai estar nele, a “Lost In Night”, para então fazer a divulgação do “Satan’s Child”.
Hussein (Guitar & Vocal): Nós temos vontade de gravar um vídeo-clipe já faz tempo, mas como eu citei antes, por diversos problemas, muitas coisas acabaram ficando pra trás. Pelo tempo de banda já era pra termos um clipe há muito tempo. Vamos gravar o clipe da Blessed By Flames Of Hell, e se tudo correr bem vai sair bem insano e maldito (influências de filmes de terror [risos]). Aguardem!
– Há um festival bastante interessante que acontece a cada três meses no interior de São Paulo intitulado de “Metal For All” que conta com a presença de diversas bandas desse cenário. O que é participar do Metal For All? Qual a experiência em participar de um festival com bandas independentes?
Criss (Drummer & Backing-vocal): É sempre um prazer tocar em um evento underground. Pra mim foi um prazer ainda maior, pois o “Metal For All” é realizado em minha cidade, Salto. Como sempre o evento é bem realizado, já que é feito não com fins lucrativos, mas por quem gosta e apóia o underground, a Cris Goyaba. Infelizmente é um dos poucos eventos do estilo na região de Salto, mas participar dele é sem dúvida gratificante, ainda mais quando vocês, bangers de verdade, pessoas que gostam mesmo do som que a gente faz, depois do show vêm trocar idéia e acabam virando grandes amigos. Simplesmente incrível!
Hussein (Guitar & Vocal): Com o Criss na banda acredito que foi a primeira vez que tocamos no Metal for All, mas nós já havíamos tocado antes com outro baterista. A galera sempre apóia, é um evento muito fudido. A Cris Goyaba sempre dá uma força pra gente, não apenas no Metal for All, mas em outros shows que tocamos em outras cidades também e ela sempre terá o nosso apoio.
– Mandem um recado final para os nossos leitores e seguidores da Imprensa do Rock:
Criss (Drummer & Backing-vocal): Muito obrigado ao Victor (editor imprensa do rock), por nos ter cedido o espaço. Espero que vocês tenham gostado da entrevista. Caso quiserem conhecer a banda, podem olhar a nossa página no Facebook: Nosferatu Brazil. É só nos procurar lá.
**E-mail: nosferatublood@bol.com.br e Myspace: www.myspace.com/nosferatubrazil, caso queiram ouvir algumas de nossas músicas. Muito obrigado mesmo. Abração à todos.
Hussein (Guitar & Vocal): Mais uma vez, muito obrigado pelo espaço cedido. Espero que os leitores tenham gostado da entrevista e quem quiser saber mais sobre a banda ou adquirir algum material é só entrar em contato conosco. Valeu! Abraço.
Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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