Entrevista com os paulistas do The Jobs

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O Imprensa do Rock realizou uma super entrevista com os paulistas do The Jobs para estreia da coluna “Rock Garagem”. A banda possui letras românticas e outras com um som mais pesado ao qual promete agradar qualquer público.

Entrevista e Pauta por: Sara Ferrer
Edição: Victor Santos

Olá, sejam bem-vindos a Imprensa do Rock! Vamos começar falando sobre o início

Vale começar dizendo que é um enorme prazer falar com vocês e mandando um beijo no coração de todos.

Amigos de infância, o vocalista Digo Ricioni e o baixista Ro Figueiredo, que já haviam realizado trabalhos musicais juntos no passado, em 2012 decidiram gravar três faixas demo para participar de um concurso online para tocar no Rock In Rio. Alcançaram o quarto lugar, cerca de 40 mil visualizações no YouTube, centenas de visitas e diversos seguidores na internet. A boa aceitação do público os levou a oficializarem a banda e caírem na estrada, onde continuam até hoje.

Quanto à origem do nome “The Jobs”?

Iniciamos a banda com o nome Jobs Ativos, iniciativa do Digo, que também é designer, e trazia essa referência do universo da publicidade. Após a gravação do EP “A gente se vê por aí” foi necessário uma “repaginação” de toda nossa parte visual, foi quando o nome The Jobs (que já namorávamos há tempos… rs) ganhou a chance de entrar em cena.

Vocês lançaram recentemente seu primeiro EP “A Gente Se Vê Por aí” (2015), e disponibilizaram audição completa na plataforma SoundCloud. O disco abre com “Cartas de Amor”, que é uma balada bem pop romântica e agradou principalmente o público feminino. Mas as faixas seguintes são bem pesadas e surpreendentes, como está toda a repercussão e o retorno do público?

O lançamento do EP começou por “Cartas” quase que automaticamente. Todo o processo criativo envolvendo essa música (desde a composição até a master)  mostrava q seria inevitavelmente o primeiro single.

Buscamos caminhar pela balada pop romântica flertando o máximo com o universo menos cristalino do rock, que é mais a nossa onda, visando o balanço, a sonoridade forte e a vibração que temos nos demais sons.

Quando lançamos “Cartas” o público se desenhou mesmo mais jovem e feminino, mas mesmo assim com enorme repercussão e aceitação geral.

Como tivemos um pequeno intervalo de tempo até lançarmos as demais músicas, esse som mais intenso e enérgico acabou por ser uma surpresa ótima pra galera que curte um som mais pesado.

Temos recebido ótima resposta dos nossos fãs e do público em geral, o que acaba por ser a energia que move nossos amplificadores.

E quanto ao processo de composição… o que mais te inspira na hora de compor? Quais as principais influências do grupo?

Nosso processo de composição / criação normalmente é feito à quatro mãos, por Digo Ricioni e Ro Figueiredo. O Digo é o cara da musicalidade e o Rodolfo da poética. Usualmente o Digo traz a melodia pronta para que a letra seja finalizada. Uma vez finalizada a canção (melodia, harmonia e poética) entram em ação o Edu Pelegrini (Batera) e o Saulo Levy (guitarrista) que dão a rítmica, a massa sonora e a roupagem final que o som terá.

Sobre a letra de “Cartas de Amor”, ela foi escrita para alguém em especial ou apenas baseada nas experiências afetivas de vocês?

Na verdade não se trata de nenhuma mulher especificamente. Foi feita pensando na vida à dois de uma maneira geral.

O EP “A Gente Se Vê Por aí” teve produção do luso-brasileiro Miro Vaz e masterização do italiano Stefano Cappelli. Como foi trabalhar com nomes tão renomados?

Miro Vaz é um mestre no nosso caminho… Um “irmão mais velho”… Um parceiro dedicado, perfeccionista e incansável… Além de ser um monstro do universo musical…
Miro nos empurrou pra cima lapidando o que tínhamos de melhor e nos deu a força necessária pros avanços que conquistamos juntos.

Pro momento da masterização nós já estávamos tão adaptados com o Miro, que lidar com outro monstro (Stefano) já não nos assustou tanto. (risos).

Tem previsão de disco completo vindo por aí?

Pergunta danadinha essa (risos). Temos a intenção e o material quase todo completo pro disco. Alguns sons mais avançados, outros ainda em estágio de pré produção. O Lançamento de um disco com dez ou doze faixas é o nosso maior sonho. Trabalhamos pra isso diariamente!!! Mas teremos alguns degraus mais pontuais pra subir antes, que começarão a ser lançados no segundo semestre, antes de avançar para o projeto “disco completo”.

E como está a agenda de shows do The Jobs para este ano?

No último ano nós trabalhamos intensamente na preparação e no lançamento do EP, além do Audio, teve também todo o material de divulgação (vídeos, fotos, lyrics, comunicação visual) e isso acabou por nos ocupar por completo desde o meio do ano passado.

Logo, nossa agenda de shows ficou um pouco estacionada até então. Agora pra 2016 começaremos a agitar essa nova meta que é colocar o bloco na rua e apresentar pro público o resultado do trabalho que fizemos.

Este espaço é seu. Acrescente o que quiser, e deixe uma mensagem para os fãs. Obrigada pela entrevista.

Acho que a maior mensagem de uma banda é a sua própria música. E nós podemos afirmar com toda certeza que o maior motivo de fazermos música é para que as pessoas ouçam… Sem o público nada disso faria o menor sentido…

Nós agradecemos mais uma vez a recepção e convidamos nossos fãs e o publico em geral pra seguirem nossos canais nas mídias sociais e acompanharem de perto nossa agenda e mais as novidades que estão por vir!!!!

A banda abrirá a agenda de 2016 com um super show na Vila Madalena, em São Paulo com entrada GRATUITA.

SERVIÇO – THE JOBS – OPEN 2016

Onde: NaMadá Bar
Data: 13 de Abril de 2016
Endereço: Rua Aspicuelta, 463, Vila Madalena – São Paulo
Horário: 20h ás 24h
Quanto: Entrada Gratuíta
Evento no Facebook: clique aqui!

Confira um vídeo clipe da banda no YouTube:

Edição: Victor Santos

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
Victor Santos