Entrevista: Bate Papo com Felipe Borges, vocalista do Tellus Terror

Com seu M.M.S que vem conquistando uma legião de fãs por todo o país e também na Europa, o Tellus Terror mostra muita personalidade e criatividade acima da média ao desenvolver e criar suas canções.

A banda se mostra já preparada para encarar o mundo com o excelente “EZ Life DV8”, debut que vem sido bem aceito pelo público e a mídia especializada. Para nos contar toda essa ascensão, conversamos com o grande Felipe Borges (vocalista), que explica bem como vem sendo aceito o trabalho e também fala sobre influências e projetos futuros. Se liguem no bate papo!

I.D.R: Gostaria de parabenizar a banda por ter sido uns grandes destaques de 2014 que com certeza fora merecido. Então, essa versatilidade dentro do metal que vocês criam tem sido algo bastante louvável, como a banda vem encarando essa ascensão?

Felipe Borges: Nós estamos muito empolgados com tudo isso, e isso nos deram muita força para continuar trabalhando muito. A nossa maior satisfação é quando alguém diz que gostou do nosso som. Encaramos isso como uma responsabilidade aumentada, em relação a trabalhar mais e mais para levarmos mais material novo para o público e para a mídia.

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I.D.R: Felipe, você possui um timbre de voz bastante eclético e peculiar. Qual o segredo?

Felipe Borges: A minha escola base vem dos estilos Black Metal (O qual eu sou fã!) e do Death Metal. Eu comecei a cantar em bandas de extremo com 17 anos, e desde então eu vinha escutando diversos artistas de Death e Black Metal, e percebia diferentes “pegadas” na voz e timbres, e com isso percebi que dominar os vocais extremos cantando puxando o ar para dentro (Inalando) e cantando para fora (exalando) davam muita diferença, e com isso fui percebendo como melhor aplicá-los, e fui dominando. Um vocalista que me chamou muita atenção foi o Dani Filth, e seus agudos extremos, e com isso fui treinando muito para desenvolver esta técnica entre outras como o “pig screw” típico do splatter, guturais mais abertos típicos do Death Metal tradicional, urrados típicos da era Celtic Frost etc…. Uma coisa que acredito também, é que é muito importante, mesmo com os vocais guturais, urrados e rasgados, cantar nos tons da música (claro que nunca vai bater 100%, mas dá para fazer próximo) ajuda muita a harmonizar e definir diferentes estilos com esses tipos de voz, apesar de que eu uso também o Drive, o vocal “gritado” típico do Thrash Metal a lá Slayer, a Voz de peito (em tons baixos), e um pouco de lírico, para dar mais ambiência nas músicas. Mas minha base mesmo são os vocais extremos. Isso é o que gosto de fazer.

I.D.R: Como se define o MMS para a banda?

Felipe Borges: Liberdade é o que define. O M.M.S. Mixed Metal Styles nos permite explorar nosso som ao máximo, fazendo com que as composições sejam interessantes, desafiadoras, e formando um produto bem mesclado e variado dentro do Metal e até mesmo com pitadas de Rock And Roll, para o público. Por isso nós criamos esse estilo, para nos permitir executar essa idéia!

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I.D.R: “EZ Life DV8” é um disco bem conceitual e tem deixado a crítica de “cabelo em pé”, como a banda vem reagindo com cada crítica recebida pelo mesmo?

Felipe Borges: Nós sabemos que a crítica é de extrema importância para qualquer banda no mundo, e ter esse feedback da crítica, nos faz querer trabalhar muito mais, para sempre trazer algo conceitual, onde todas as pessoas possam se identificar com o conteúdo. Nós somos eternamente gratos por tudo de bom que a crítica vem falando, e somos extremamente gratos também á crítica que fala negativamente de nós também.

I.D.R: A PHD é o selo responsável por distribuir o disco na Europa. Sabemos que nossas bandas são muito bem aceitas por lá devido à extensa originalidade que as mesmas têm em se criar seu próprio estilo. Como tem sido a reação dos europeus com o disco?

Felipe Borges: Os países por onde o nosso álbum chega, tem abraçado nossa idéia de forma muito positiva! Inclusive tem revistas da Europa que já compraram a idéia do M.M.S. (Mixed Metal Styles), o que é ótimo! Cada dia, mais e mais estamos entrando neste mercado, e outros afora também, e estamos aos poucos conquistando nosso espaço.

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I.D.R: Como foi trabalhar com os gigantes Fredrik Nordström e Henrik Udd na produção de “EZ Life DV8”?

Felipe Borges: Trabalhar com os mestres neste mercado, sempre nos ensina bastante coisa, e é essa experiência que queremos somar no segundo disco, com a nova experiência do estúdio que escolhemos para gravar o segundo disco, que será feito 100% fora do Brasil, em um excelente estúdio, que o Cradle Of Filth usou para gravar também. Essas experiências vamos trazer unificadas para o nosso som, e com isso tentarmos trazer algo diferente em termos de produção para as pessoas.

I.D.R: Aqui em Minas Gerais temos um evento já conhecido pelo país inteiro, que é o Roça ‘n Roll. Existe alguma possibilidade da banda divulgar mais o trabalho nesse ou em outros eventos?

Felipe Borges: Minas Gerais é um lugar EXCELENTE! Sou suspeito para falar, pois meu pai é Mineiro (risos). Ir para Minas Gerais é sem dúvida algo que queremos. Espero que os produtores de shows de Minas se interessem pelo nosso som e pelo nosso show, e nos levem para esta terra maravilhosa que é Minas Gerais, para botarmos pra fuder nos shows!

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I.D.R: Com relação às letras, vocês seguem alguma filosofia ou preferem trabalhar de forma mais aleatória ao compor.

Felipe Borges: Nosso primeiro álbum é conceitual, e todos os álbuns que virão também serão, com exceção da música Brain Technology Part 1 (This Is Where It Starts…), que a cada disco na carreira da banda terá sua continuação, contando uma história fantasiosa sobre nossa vida e nossos sofrimentos, mortes, tragédias etc… Ela é como se fizéssemos um disco aos poucos dentro dos nossos álbuns ao longo de nossa carreira, só que de uma musica só que se estende ao longo dos álbuns.
Mas a idéia base para os álbuns e seus conceitos, são temas que são iguais a todas as pessoas, independente de classe, raça, religião, opção sexual, opinião política etc…

I.D.R: Cite um “top 5” de influências da banda.

Felipe Borges: Temos muitas influencias, impossível dizer em um top 5, mas vamos lá:

Morbid Angel, Cradle Of Filth, Stratovarius, AC/DC, Slayer e por aí vai…

I.D.R: Deixando o espaço livre para as considerações finais. Gostaria de agradecer por esse bate papo e desejo bastante sucesso! Longa vida ao Tellus Terror.

Felipe Borges: Quero agradecer MUITO mesmo a vocês da Imprensa do Rock, por essa entrevista e por esse espaço, e aos fãs do Tellus Terror, espero vê-los em breve nos shows por aí, para botarmos pra fuder! Grande Abraço!

 

Entrevista: Leandro Fernandes

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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