Entombed A.D: muito “derramamento” de sangue com show em São Paulo

No último sábado dia 7 de fevereiro a Cronos Enterteinment nos proporcionou a realização de um festival que levou muito mais peso que somente o nome da banda: Entombed A.D.

A partir das 18h já havia se iniciado o aclamado evento na Clash Club em São Paulo. A chuva foi um fator que atrapalhou um pouco o público a chegar no show na hora marcada pra começar (17h), portanto a banda Outlanders, que abriu a casa, foi prejudicada pelo pouco número de pessoas.

Em seguida o Vulture estava com uma estimativa melhor, e certamente surpreendeu aos que não conheciam; quem estava chegando no local caminhou um pouco mais perto do palco para ver a banda fazer sua interpretação. Excelente dica nacional. O Anarkhon também esteve presente, com um setlist comprido, porém que demonstrou toda sua técnica. A aparelhagem não ajudou muito as bandas de abertura a mostrarem sua impecabilidade. A essa altura, por volta das 19:30h ainda não havia muita gente no local, mas estava chegando a hora de se apresentar o fênomeno nacional: KROW.

Uma banda que leva público (fãs), que tem peso nas músicas e no palco, que tem uma extrema simpatia (mineira) para com o público e imprensa, harmonia imensurável e bons riffs. Essa é a KROW. Apresentação ótima, porém um set list bastante curto, creio que muitos gostariam de ter visto mais.

Depois de todas essas atrações começaram os preparativos para o destruidor Entombed A.D. A concentração de pessoas no local já era bem maior, a expectativa e ansiedade estavam no clima da Clash Club e todas as bandas anteriores estavam por ali em algum canto tentando ver tudo de perto. E então, depois de 20 minutos passando detalhes do som, entra em cena a grande esperada da noite.

O Entombed A.D. entrou com ”Pandemic Rage” do álgum ”Back To The Front” que dá vida a essa turnê. O mosh pit se abriu no meio do salão desde essa primeira música, e aos poucos foi ficando maior. Como não poderia ser diferente, a música ”Revel In Flesh” estava entre as favoritas, por ser do álbum ”Left Hand Path”. As músicas que causaram o maior derramamento de sangue foram as dos álbuns ”Left Hand Path” e ”Wolverine Blues”, sem pensar duas vezes. A própria ”Wolverine Blues” acabou com a garganta de muitos fãs, assim como ”Eyemaster”.

O vocalista Petrov não estava em um dos seus melhores dias, apesar da agitação constante o vocalista ‘’gorfou’’ algumas vezes no palco, mas prosseguiu e fez um show excelente. Os outros membros da banda Alex Hellid (guitarra), Olle Dahlstedt (bateria) e Victor Brandt (baixista) fizeram uma apresentação impecável, com muita presença de palco.

Quando a primeira parte do show acabou todos ainda esperavam por mais, então poucas pessoas foram para trás, em poucos minutos os membros voltaram para suas posições ao som de uma introdução pesada. ”Supposed To Rot” também do ”Left Hand Path” esteve presente no segundo tempo e garantiu a noite de todos.

No geral um show completo, que soube organizar músicas clássicas e mais atuais, fazendo ser uma turnê excelente. Muita empolgação no palco, carisma com os fãs e uma interpretação digna do bom velho METAL que tanto amamos.

Resenha por: Yasmin Amaral
Agradecimentos: Cronos Entretenimento

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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