Dimmu Borgir: guitarrista Silenoz afirma que turnês não são o forte da banda

Em recente entrevista ao  Zombitrol Productions, o guitarrista do Dimmu Borgir, Silenoz, afirmou que o forte da banda nunca foram as turnês, principalmente em relação ao último disco lançado pela banda, “Eonian“, em 2018. 

“Desde que o álbum foi lançado até abril deste ano, fizemos cerca de 70 shows, o que não é muito quando se considera a extensão do tempo. Do lado de fora, parece que não fizemos muito, e acho que não fizemos. Somos uma banda de turnê, mas nunca fomos uma banda de turnê pesada, pelo menos não na última década. Estamos tentando não tocar apenas por tocar. Obviamente, queremos levar isso para o próximo nível, e você deve tentar ser esperto. Há tantas despesas no que fazemos, apenas para dar um show. Ao longo dos anos, já que não tocamos tanto quanto outras bandas no mesmo nível, nos tornamos meio exclusivos nesse sentido. Depois que fazemos uma turnê, ela tem uma participação muito boa. Mas digamos que, se formos dar uma corrida nos EUA, a coisa com a que se tornou tão rigorosa com os vistos, você nem sabe se vai conseguir a tempo. Tem tanto em jogo, há tanto dinheiro envolvido. Ainda há uma chance de aproveitar, porque como o clima evoluiu nos últimos anos, até nos últimos 2 ou 3 anos antes de lançarmos do último álbum, tantas mudanças.”

O guitarrista ainda falou sobre a banda não estar muito presente na América do Norte: “Estamos apenas tentando encontrar o momento certo, e tivemos duas ou três turnês programadas para a América do Norte, mas roteamento, disponibilidade e todos esses fatores surgiram e as pessoas não levam em consideração, então isso foi suspenso e, é claro, com tudo agora, será mais desafiador mais tarde. A principal receita para as bandas é tocar ao vivo – não importa o nível que você está. Isso significa muita competição para roteamento para a América do Norte. Espero que consigamos fazer uma turnê norte-americana adequada, pelo menos para este álbum, quando as coisas ficarem um pouco mais calmas. As coisas estão um pouco voltando ao normal, as pessoas vão querer ir aos shows novamente. Haverá um resultado positivo da situação. Acho que não neste ano, mas no próximo ano haverá um boom nessa área. É uma situação delicada para quem é artista. Seja músico, ator, pintor ou jornalista. A coisa positiva que eu veja, sinto que o álbum é bem novo da minha perspectiva.”

O último disco “Eonian” lançado em 2018 pela Nuclear Blast marcou os 25 anos de carreira do Dimmu Borgir, que agora consiste em os dois guitarristas, Silenoz e Galder e o vocalista Shagrath, além da participação do baterista Daray e o tecladista Gerlioz

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Marcio Machado

Estudante de História pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), mas com o pé no jornalismo musical, desde os 12 anos se arriscava à escrever sobre o que ouvia em cadernos, se enveredando pela escrita jornalistica do Metal desde 2016 com o Whiplash, tendo de lá para cá, 80Minutos, Headbangers News, Gaveta de Bagunças, Headbangers Brasil e recentemente o Imprensa do Rock, como casas para seus textos e chatices. Tem como bandas de cabeceira Korn, Alice in Chains e Pantera, mas fã de muita coisa dos anos 90, a melhor década.