Dead or a Lie – banda lança o álbum conceitual Monster

A banda Dead or A lie nasce em Araraquara/SP no ano de 2009, com raízes caracterizadas pelo veio interiorano, cidade do cinturão da cana do velho oeste paulista. Lança seu primeiro disco, On The Road WIth The Young Guns (2010), e estabiliza-se como trio: Matheus Vieira (Matthew Daniels – guitarra/baixo), Wiliam Albino (Billy The Willie – voz e bateria) e Carlos Oliveira (Charlie Nelson – guitarra-solo/baixo). Depois do debut, vieram outros três discos: Walk On Home, Boy (2013), Last Man Standing (2014) e Unholiness (2016).

Todos os álbuns foram lançados com shows no Sesc Araraquara e contam com merchandising exclusivo. Fora apresentações em bares da região, a D.O.A foi destaque nos festivais Araraquara Rock (2012 e 2014) e Rock na Estação (2012). Tocou ao lado de nomes como Viper, Angra, Ratos de Porão, entre outros.

Após três anos de silêncio, o quinto disco da banda, o conceitual MONSTER, foi gravado Sunrise Music, o primeiro registro do trio fora do Nova Estúdios. O registro também marca a mudança de nome, agora DEAD OR A LIE. Na atual sonoridade, o antigo hard rock abriu espaço para o stoner/sludge, em uma pegada que não deixa um fã de Black Sabbath chateado, por exemplo.

“Monster é uma história estimulante de um ser humano contra ele mesmo. Um uivo sustentado, destilado sob metáforas da vida, cuja existência pertence a todos nós.” (Por Matheus Vieira)

Resenha do álbum:

Never Look Away (Temor)
Nietzche tem razão: ‘Quando você olha muito para um abismo, o abismo olha de volta para você. Eu, eu mesmo e meus medos. Vivo a solidão em meio ao caos. O barulho do silêncio. O gosto da agonia. A noite é longa, sempre.

Bad Dreams…No Crimes (Perturbação)
Quantas vezes você morreu, mas teve que voltar a vida? O cotidiano deslumbra, constrói sonhos. Porém, também destrói. Sufoca. Vivo em um estado de constante tensão. Os olhos estão pesados. O espelho condena. Algo Me persegue.

Leave No Trace (Suplício)
Percebo, perplexo, que para destruir esse mal, preciso me tornar ainda mais terrível que ele. Sim, ele vive na minha subjetividade. Preciso de luz. Muita luz.

Monster (Contemplação)
Em meio as dissipações da barulhenta vida moderna, chegou o momento de uma tonificação no meu espírito. Chegou a hora de promover a total comunhão entre todos os seres e coisas. Entre o real e o abstrato. Eu sou um monstro?

Life Itself (Fé)
Viver o presente é uma dadiva divina, recheada de perspectivas novas e ilimitadas possibilidades. Meu futuro é um livro aberto a ser escrito de acordo com os meus pensamentos. Vou fazer esse favor para mim mesmo. Eu acredito. Ser pleno é ser simples. Vou encontrar a minha essência. Vou viver a vida em si.

Créditos

Fevereiro,  17, 2020

Mix e master: Ali Jr. (Sunrise Music)

Participações especiais:
Ricardo Vignini (viola)
Cleber Shimu (lap steel guitarra)
Danilo Bortolani (guitarra-solo em ‘Bad Dreams…No Crimes’)
Matheus Botelho (teclado em ‘Monster’)

Suporte:

Danilo Bortolani Luthier

Fonte: Matheus Vieira