Children of Bodom em São Paulo: banda mostrou um verdadeiro espetáculo

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Outra banda finlandesa que desceu no Brasil neste final de semana foi o Children Of Bodom, com seu death melódico, power metal, com o show que faz parte da turnê “I Worship Chaos”. Chegaram em São Paulo neste último sábado. O local escolhido para a apresentação da banda foi novamente o Carioca Club, onde tocaram também em 2014 junto com a lendária Deicide.

Resenha por: Yasmin Amaral
Credenciamento: The Ultimate Music
Edição: Victor Santos

Reckoning Hour

A abertura da casa começou às 18h, mas o início das atrações somente às 19h. Para esquentar o público a Liberation trouxe o Reckoning Hour, banda carioca caracterizada pelos seus vocais brutais misturados com melódicos, guitarras pesadas e bateria cadenciada. A banda começou bem, o som mecânico de introdução chamou atenção, as músicas seguiam bem, mas o volume estava muito alto, o delay nas passagens de vocal também não estavam bem colocadas e havia pouco público para prestigiar o trabalho da banda.

Os membros mostraram-se comunicativos, naquele dia estariam gravando seu primeiro take ao vivo que foi onde mais algumas pessoas que estavam sentadas levantaram-se para participar e tirar uma foto oficial. O Reckoning Hour é um dos milhares casos de bandas de abertura que tem seu som mal resolvido e que o público não interage por ansiedade para a banda principal. É um papel importante no show, mas de risco, no entanto a banda deixou a curiosidade pelo seu trabalho, numa oportunidade de mostrá-lo verdadeiramente.

Children of Bodom

Dentro do horário previsto entra o Children Of Bodom, com “Are You Dead Yet” do álbum homônimo e “In Your Face”, do mesmo álbum. A casa estava com bastante folga nas grades laterais e nos fundos, a concentração de pessoas foi no meio da pista. Nas primeiras músicas Alexi Laiho parecia distante, além de o próprio Laiho e o novo guitarrista Daniel Freyberg soarem fora de sintonia, com alguns riffs das músicas prejudicados.

O álbum “I Worship Chaos” trouxe ao repertório além de sua faixa-título também “I Hurt” e “Morrigan”, mas os fãs se empolgaram mesmo com “Sixpounder”, do álbum “Hate Crew Deathroll” de 2003 e outras mais antigas.

Uma das surpresas do show foi a execução de “Thrashed, Lost and Strungout”, também do álbum “Are You Dead Yet”, de 2005, a música foi anunciada por Laiho: “É a primeira vez que tocamos essa música em São Paulo”. O coração dos fãs disparou.

A outra surpresa foi feita por Henkka T. Blacksmith, o baixista provou que não é só o Joey DeMaio (baixista do Manowar) que sabe falar em português, então trocou algumas palavras com os fãs. Disse que acha o português do Brasil muito difícil, mas que sabe pedir cerveja e dizer obrigado!

Janne Warman (tecladista) que trouxe seu teclado enfeitado com sutiãs, no início estava quieto demais, mas no meio do show deicidiu pegar uma baqueta de Jaska Raatikainen e jogar para o público.

A banda seguiu o show com “Angels Don’t Kill” e “Hate Crew Deathroll”, do álbum homônimo. E finalizou a primeira parte do show com “Silent Night, Bodom Night”, do álbum “Hatebreeder” de 1999.

A banda se despediu mas voltou brevemente para o enconre, de três músicas, sendo as duas primeiras “Children of Decadence” e “Kissing the Shadows”, do álbum “Follow the Reaper” de 2000 e a terceira, e última, “Downfall”, fechando com chave de ouro.

O show foi satisfatório, apesar de estarem divulgando o álbum novo não se prenderam em só tocar músicas dele e agradaram bastante o público. Em 2014 a banda parecia mais entrosada, mais animada com o público, desta vez Laiho mal falou com a plateia.
Fica a esperança de que o Children of Bodom não demore a voltar e compor novos álbuns pois já são muitos anos de estrada e muitos fãs conquistados pela sonoridade típica da banda.

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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