Cellar Darling @ The House – São Paulo/SP (31/08/2019)

A banda suíça de folk metal Cellar Darling, composta por Anna Murphy (vocais, hurdy-gurdy, flauta e teclado), Ivo Henzi (guitarra) e Merlin Sutter (bateria), ex-integrantes da banda de folk metal Eluveitie, realizou uma extensa turnê pela América Latina entre agosto e setembro, passando por México, El Salvador, Guatemala, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e por fim, no Brasil, para três apresentações, em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Infelizmente, no Brasil, foram cancelados dois shows, em Belo Horizonte e Brasília.

É a segunda vez que o Cellar Darling desembarca no Brasil, a primeira foi no ano passado, quando abriram os shows do Therion, com apresentações em três cidades brasileiras, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Mas voltando a falar dessa nova turnê, o trio anda divulgando seu mais recente trabalho “The Spell”, lançado em março desse ano, segundo álbum de estúdio da banda, e para meu prazer, marquei presença no show de São Paulo, realizado no The House.

Chegando na casa, nota-se uma bandeira do “The Spell” ao fundo do palco e o The House com um público razoável. Show previsto para começar às 21:30, adiantaram uns 15 minutos e já escutamos a intro, rapidamente, Anna Murphy, Ivo Henzi, Merlin Sutter e Nicolas Winter, baixista que acompanha a banda nas turnês pelo mundo desde 2017, sobem ao palco, se posicionam em seus lugares, a Anna e o Ivo na frente, o Merlin atrás e ao lado dele, o Nicolas, ficando atrás do Ivo, bem no fundo. Bastante ovacionados, dão início com “Pain”, faixa que abre o “The Spell”. Excelente composição, um refrão fabuloso, deixando qualquer presente fascinado.

Seguindo a sequência correta do disco, vem “Death”, a Anna larga um pouco o hurdy-gurdy, pega o microfone na mão e executa a canção. Nos refrões, Anna vai para o teclado e numa passagem da música, apanha a flauta e toca ótimas melodias. Voltando com seu hurdy-gurdy, “Love” foi a próxima, com mais melodias incríveis do instrumento, os vocais cada vez mais cativantes da Anna, uma belíssima canção.

Assumindo novamente o hurdy-gurdy e o teclado, Anna solta toda sua voz na “The Spell”. Anna deixa o instrumento, vai para o meio do palco, apanha o microfone e numa pegada mais intensa, veio “Insomnia”, riffs de guitarra pesados, batidas intensas na bateria, em cada refrão, Anna retorna ao teclado e consta também uma passagem de flauta. Vale destacar uma quebra de ritmo no final da canção, com a Anna e sua linda voz, a base do teclado. Que performance magnífica, tocou tudo nessa canção.

Após a execução, já foram jogados algumas baquetas para o público e logo, “Freeze” veio na sequência, os vocais da Anna nessa execução são os principais destaques. Ao finalizar, Anna faz a primeira interação com os fãs, dizendo o quanto é prazeroso tocar no Brasil, estão muito felizes, falaram da extensa turnê pela América Latina que realizaram e que o Brasil é o último país dessa turnê, estão felizes por retornarem ao país e agradeceram ao público presente. Como eu havia dito, a casa constava com um público razoável, não estava muito cheia, porém, todos bem contentes por assistir uma banda tão incrível, tão simpática e dedicada em nos agradar do começo ao fim. Anna disse que executaram algumas canções do “The Spell” e que agora, executarão algumas canções antigas, mais precisamente do primeiro álbum de estúdio “This Is the Sound” de 2017, começando pela sensacional “Black Moon”, um dos grandes hits da banda, possuindo um refrão fascinante.

Mais baquetas sendo jogadas para os fãs e a Anna fez mais uma breve interação, disse que jogaria uma baqueta para quem acertasse a próxima canção do setlist, rapidamente, um fã gritou, “Starcrusher”, a Anna escutou e jogou a baqueta para ele por ter acertado a próxima música que executarão. Portanto, “Starcrusher” foi tocada e ao final da execução, Anna apresentou a banda, cada um realizou um pequeno solo assim que foi apresentado, começando pelo baixista Nicolas Winter, depois o baterista Merlin Sutter e por último o guitarrista Ivo Henzi, que deu início na “Fire, Wind & Earth”, como a Anna tinha apresentado a banda na canção anterior, nessa execução, o Ivo quem apresentou a Anna, saindo todos bastante aplaudidos.

Foi a vez da excelente “Challenge” ser tocada, outro grande hit do Cellar Darling e em seguida, “Redemption”, Anna executa a canção tanto no hurdy-gurdy quanto no teclado, encantando ainda mais os fãs. Na hora do “bis”, o trio executa mais duas composições: a impressionante “Six Days” com incríveis passagens de teclado, e finaliza a apresentação com a poderosa “Avalanche”. Foto com o público e deixam o palco completamente felizes.

A presença da Anna Murphy em palco é uma maravilha. Sua voz é encantadora, suas habilidades em cada instrumento é impressionante, sua felicidade e seu carisma é magnífico, que prazer em assisti-la ao vivo. O guitarrista Ivo Henzi mandando muito bem em todos os riffs e solos realizados e ainda, se responsabilizou nos backing vocals, o baterista Merlin Sutter com suas batidas intensas e uma potência incrível e o baixista Nicolas Winter, mesmo ficando bem atrás do palco, mostrou um trabalho competente.

Extremamente talentosos, um repertório espetacular, diversão e uma enorme satisfação, o comparecimento ao The House nessa noite inteiramente agradável e sensacional, rendeu numa apresentação extraordinária do Cellar Darling.

Setlist:

1. Pain
2. Death
3. Love
4. The Spell
5. Insomnia
6. Freeze
7. Black Moon
8. Starcrusher
9. Fire, Wind & Earth
10. Challenge
11. Redemption

Encore:

12. Six Days
13. Avalanche

Line-up:

Anna Murphy – Vocais, Hurdy-Gurdy, Teclado, Flauta
Ivo Henzi – Guitarra
Merlin Sutter – Bateria
Nicolas Winter – Baixo

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
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