Carl Palmer’s ELP Legacy @ Espaço das Américas – São Paulo/SP (24/05/2018)

O Emerson, Lake and Palmer foi uma das bandas que me colocaram no mundo do rock progressivo, mas infelizmente com as mortes de Keith Emerson e Greg Lake em 2016, sobrou apenas o baterista CARL PALMER, que veio aqui em São Paulo na última quinta-feira, no Espaço das Américas com público razoável para divulgar a turnê ELP Legacy, só que de um jeito diferente, sendo tudo instrumental.

Como é difícil encontrar um tecladista para substituir Keith Emerson, coube ao guitarrista Paul Bielatowicz fazer os efeitos e se saiu muito bem nessa árdua missão. Já o baixista Simon Fitzpatrick alternava também com o chapman stick (um instrumento eletrônico criado nos anos 70).

Começando pontualmente às 22h, a primeira música foi “Abaddon’s Bolero”, do terceiro álbum, “Trilogy” e o público logo gostou desta repaginada no repertório do ELP.

CARL PALMER logo emendou a última parte da épica “Karn Evil 9” (uma pena que não tocou inteira) e logo veio mandar um boa noite ao público e falar que viria com ótima “Tank”, do primeiro álbum lançado em 1970.

Uma das minhas músicas favoritas do trio foi tocada depois: “Knife Edge” e admito que fiquei impressionado com o bom ritmo e a levada da banda nas partes das quebradas, onde o vocal foi bem substituído.

Outra pedrada foi jogada ao público, com “Trilogy”, uma das favoritas de CARL PALMER e o público saudosista aplaudiu de pé. Logo veio um dos maiores hits do ELP e que é tocado direto nas rádios: “From the Beginning”, mas com apenas Fitzpatrick fazendo os efeitos com o chapman stick e com isso, PALMER pôde descansar um pouco para a outra metade do show.

O baterista falou que tocaria uma música do “Love Beach” e até admitiu que o álbum é mediano, mas a capa sim é feia demais. Por incrível que apareça gosto deste trabalho, com uma pegada new wave e “Canario” ficou com aquela pegada mais progressiva na versão do trio atual.

Depois ocorreu uma linda homenagem para o King Crimson, banda que Greg Lake foi o primeiro vocalista: “21st Century Schizoid Man” Um verdadeiro clássico não apenas do rock progressivo, mas da música.

Outra música que adoro do ELP foi executada com toda a sua excelência: “Hoedown” e o clima de faroeste que a música tem invadiu o Espaço das Américas.

Como era esperado, “Lucky Man”, maior hit da banda foi tocado e as pessoas presentes ficaram emocionadas com a leveza característica. No entanto, este que escreve a resenha esperava um verdadeiro épico e aconteceu com a fenomenal “Tarkus” na íntegra em seus quase 20 minutos.

CARL PALMER tocou “Carmina Burana” do compositor alemão Carl Orff e já emendou “Fanfarre for the Common Man”, com todo aquele ar de música clássica.

Antes do famoso bis veio um solo de bateria matador de CARL PALMER, em que mostra estar muito bem e com a mesma técnica do passado.

Para fechar a noite, “Nut Rocker” de “Tchaikovsky” ficou bacana e o público foi embora pra casa impressionado com a performance da banda. Na saída do show, um rapaz comentou comigo que não esperava algo tão bom e afirmei que vindo de um cara do ELP não poderia ser ruim.

Texto: Alessandro Rossi

Fotos: Leandro Almeida

Giancarlo Rossi

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
Giancarlo Rossi

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