Cannibal Corpse e Testament realizaram show destruidor em São Paulo

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cannibalshowspO Imprensa do Rock marcou presença no show das lendárias Cannibal Corpse e Testament, que eram muito esperadas em São Paulo. Sempre que ambas vêm ao Brasil geram uma grande expectativa e um grande público. Na última noite de sábado (21/11) não foi diferente.

A abertura do show ficou por conta da banda Genocídio, a qual infelizmente não pude prestigiar por motivos pessoais, mas para alguém que chegou no fim da apresentação a banda tocou para casa cheia, apesar de ainda terem pessoas que esperavam fora do clube.

A espera pelo show do Cannibal Corpse não foi longa, pois entraram no horário previsto, cerca das 19h. “Scourge Of Iron” e “Demented Aggression” do álbum “Torture” foram as primeiras a iniciar a quebra de pescoços de um set list de 17 músicas. “Stripped, Raped and Strangled” de um dos maiores clássicos do death metal, o álbum “The Bleeding” de 1994, também agitou o público.

A banda voltou nos primórdios com “I Cum Blood” e “Hammer Smashed Face”, do álbum “Tomb of the Mutilated” de 1992, as quais mostraram uma execução espetacular, a roda feita pelos fãs estava insana e não parou nenhum segundo.

“Make Them Suffer” e “A Skull Full Of Maggots” chamaram atenção pois praticamente todos sabiam a letra, dessa forma o público pareceu mais unido, como um coral de desordeiros. “Devoured By Vermin”, do álbum “Vile” de 1996, finalizou o massacre do Cannibal Corpse por São Paulo.

George Fisher foi o único a interagir com a plateia, girou a cabeça o tempo todo, não decepcionou. O baterista Paul Mazurkiewicz também estava animado o show inteiro, mas a interação dos outros integrantes foi vergonhosa, até mesmo Alex Webster parecia desanimado com a apresentação.

Depois de 1h e 10 minutos de Cannibal Corpse a pausa para o show do Testament também não foi longa, também entraram no horário previsto, cerca das 20:40h.

Assim que todos os integrantes do Testament entraram, já tocando “Over the Wall”, Chuck Billy se posicionou na parte da frente do palco, onde ficou bem mais próximo do público e o show começou. Igualmente desinibidos para os fotógrafos Alex Skolnick e Eric Peterson transformaram aquele pequeno espaço em algo grandioso, tocaram solos juntos e sorriram o tempo todo.

O show foi composto por mais músicas “old school” (antigas) do que do recente “Dark Roots of the Earth”, do mesmo só ouvimos “Rise Up” e “Native Blood”, mas isso tem seu lado positivo o show abriu espaço para “The Preacher”, “Dog Faced Gods” e “Disciples of the Watch” que não são tocadas habitualmente pelo Testament e que deixaram os fãs completamente insanos.

Importante ressaltar que a iluminação do Cannibal Corpse foi baixa e estática na cor vermelha, o que prejudicou muito o ambiente para os fotógrafos e até mesmo para quem estava longe do palco, já no show do Testament foi espetacular, alternava entre o palco e o público, como se já tivesse sido combinado.

O álbum “The Gathering” talvez tenha sido o mais privilegiado da noite, dele tivemos 4 músicas, entre elas “D N R  (Do Not Resuscitate)” e “True Believer”, que apesar de arrancar suspiros dos fãs não teve a metade do hype de “Into the Pit” e “Pratice What You Preach” que seguiram a balada.

Outro grande presente da banda para a turnê foi a presença de Gene Hoglan e Steve DiGiorgio, ambos membros do Death que trouxeram o “Death to All” em 2014. Steve parecia mais tímido que o restante, mas não deixou de agitar e cumprimentar o público no final do show. A banda encerrou o show com “More Than Meets the Eye”, fazendo com que todos fossem felizes para casa, cerca das 22h.

Com certeza o Testament deixou a satisfação de ser um dos melhores shows que São Paulo já viu esse ano. O set list foi abrangente e mais que satisfatório.

O show do Cannibal Corpse não se comparou ao que viria a ser a espetáculo do Testament. Dizendo pessoalmente como alguém que já viu Testament: esperava menos, talvez por isso tenha me surpreendido tanto. O palco do Carioca Club nunca foi tão iluminado e o seu espaço nunca foi tão bem utilizado. O horário de início e término também ajudou bastante o público à voltar tranquilamente para casa.

Texto por: Yasmin Amaral // Fotos: Costábile Salzano
Agradecimento pelo credenciamento: The Ultimate Music

Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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