Caio MacBeserra, do Project46, diz estar preparando surpresa inesquecível aos fãs da banda para o Rock In Rio

O Project46 um dos nomes mais conhecidos no cenário do metal nacional, com seis anos de carreira, inclui em seu currículo: shows lotados, participação em festivais de grande porte e aqueles que os mesmos montam por conta própria. O grupo está divulgando o novo e excelente CD “Que Seja Feita A Nossa Vontade”, e ainda, realizará uma participação agora em setembro, no Rock In Rio, ao lado do John Wayne, no Palco Sunset.

A Imprensa do Rock entrevistou o vocalista Caio MacBeserra ao qual falou um pouco mais sobre esse momento explosivo da banda – suas experiências por tocarem em um festival como o Monsters of Rock (em 2013), a expectativa e surpresa que os fãs podem aguardar para o Rock In Rio e como foi a produção e toda aquela coisa para o último CD do grupo.

IDR: Podem contar para a gente como foi realizada a produção do “Que Seja Feita a Nossa Vontade”, quem produziu e onde?

Caio: O “Que seja feita a nossa vontade” já era uma ideia meio que antiga, foi uma busca de evolução musical e identidade.

Batemos muito nessa tecla de sempre tirar de cada integrante o máximo, e esse álbum foi onde tivemos total liberdade para isso, tanto fazer arranjos mais frenéticos e pesados, como as letras mais encardidas, não só falando as verdades da situação do País (social, política e econômica), também queríamos fazer para quem escutar o som, deixar de lado o “jeitinho” e andar pelo o que é certo, não prejudicar o próximo, ou se aproveitar do mesmo para vencer na vida. Porque é ai que esta o Problema do Brasil, é a “maracutaia” é um saci dando rodo no outro. Se o povo for mais justo, não entram corruptos no poder, não teremos desvio de milhões e escândalos atrás de escândalos.

Pensando nisso chamamos novamente o Adair Daufembach, o mesmo que produziu nosso primeiro álbum (DOA A QUEM DOER), que além de ser amigo da banda de longa data, não vimos no Brasil produtor mais apto para desenvolver esse trabalho com maestria.

As Gravações de Bateria foram feitas no estúdio EL ROCHA em São Paulo (Que alias é um estúdio excepcional. Eles entendem a alma da música e além de equipamentos animais, eles dão uma atenção fora do normal) e as cordas e voz no estúdio Daufembach.

IDR: Vocês estão trabalhando atualmente na divulgação do recente álbum “Que Seja Feita a Nossa Vontade”, como vocês estão lidando com a repercussão do público?

Caio: A reação do público foi imediata, quando soltamos “Empedrado” faixa 07 do álbum, foi unânime. Tanto que no show de lançamento do CD, que foi no domingo de dia das mães no Carioca Club (SP), com todos ingressos vendidos, a galera cobriu a minha voz logo na primeira música do show ERRO +55.

IDR: Qual a maior diferença entre os álbuns “Doa A Quem Doer” e “Que Seja Feita a Nossa Vontade”?

Caio: Além de ter a cara do Henrique Pucci, porque “Doa a Quem Doer” foi nosso antigo baterista (Guilherme Figueiredo) que gravou, além das linhas de bateria mais agressivas, abusamos dos riffs pesados de guitarras e baixo, todos mais na cara e mais pesados com afinações mais baixas. Tudo combinando com a voz pra causar o impacto necessário, não a mais e nem a menos com que as letra falam. Resumindo: sentamos a bunda na cadeira e resolvemos fazer sons que surpreendiam a todos nós.

IDR: O Project46 realizou o show de abertura da turnê “Que Seja Feita a Nossa Vontade”, em São Paulo trazendo bandas independentes por meio de um pequeno fest. A banda pretende realizar algo novamente do tipo no futuro, talvez alguma coisa anual?

Caio: Sim sempre, acreditamos na cena, acreditamos na música e ainda mais na musica feita aqui no Brasil e fazemos questão de mostrar sons novos. Pesado ou não? Não importa, o que importa música alta e de bom tom.

IDR: O Project46 se apresentou no Monsters of Rock de 2013, sendo a única representante das bandas independentes do Brasil naquele ano. O que vocês sentiram de emoção e guardaram de experiência por estar representando o Brasil em um dos festivais onde o público geralmente é formado por fãs que clamam pelas bandas clássicas e normalmente não ligam muito para novidades?

Caio: Não da pra explicar em poucas palavras o que foi esse passo para a banda, tanto pessoal como profissional. Foi uma grande responsabilidade, abrir o palco no dia mais pesado, ainda mais com as bandas que nos influenciam até hoje, Slipknot, Gojira, Korn, Limp Bizkit, Killswith Engage, Hatebreed. E a galera confiou a nós no meio de milhões de bandas excepcionais que participaram da votação. Nós levantarmos a bandeira brasileira lá. Subimos no palco com sangue nos olhos, e a galera pulou de começo ao fim, gritando “Project! Project! Project!” e no final fizeram um coro animal demais, vocês podem ver alguns vídeos ao vivo do monster no nosso canal do YouTube, são três episódios sobre o Monster of Rock.

Links dos vídeos citados – só achamos 2 😉

IDR: E agora, estarão tocando no Rock In Rio 2015 em setembro. O que os fãs podem aguardar da apresentação da banda e haverá alguma surpresa ou participação especial durante o show?

Caio: Sigilo total… o que posso falar é que estamos preparando um show frenético, junto com nossos irmãos do John Wayne pra mostrar não só pros fãs, mas pro mundo que o metal no Brasil está vivo e cada vez mais pesado.

IDR: Sobre agenda de shows após o Rock In Rio, teremos novidades para os fãs?

Caio: Opa!, com certeza. Temos agenda até final de dezembro, muitos shows entrando. Mais posso dizer que já vamos entrar no estúdio pra terminarmos de compor e gravarmos o próximo CD. Não temos data e não podemos falar ainda como vai ser esse álbum, mais que está saindo muita coisa pesada está saindo.

IDR: A Imprensa do Rock agradece por essa entrevista e dedicamos esse espaço para vocês acrescentarem o que quiserem ou até mesmo deixar um comentário para nossos leitores. Até a próxima!

Caio: Muito obrigado Imprensa Rock pelo espaço. Quero agradecer a todos por acreditarem no nosso trabalho, e vestem não só a nossa camiseta mais sim das bandas brasileiras que correm todo santo dia, nessa longa estrada de shows pelo Brasil e pelo mundo. E lembrem sempre, uma banda só não cria uma cena, e sim várias, então busque coisas novas, consuma coisas novas, lógico… do seu agrado. Se todo o metaleiro, ou mesmo quem simpatize com rock consumir o rock daqui, pode ter certeza, que o mainstreem de hoje cai (que no meu ver esta cada vez mais fraco) e cena independente toma de assalto (que no meu ver tem muito mais qualidade, e os shows cada vez mais lotados) e é uma vertente que não é nem um pouco explorada aqui no Brasil, ao contrário do que acontece lá fora que galera sempre está de olho no Underground, e artistas novos são lançados a cada dia.

Valeu Galera Abraços.

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Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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