Brujeria em São Paulo: show devastador e insano na Clash Club

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Situação atípica se deparar com um show em plena noite de Segunda, 16, em São Paulo, ainda mais por se tratar de uma banda tão estimada e com uma legião de fãs fieis aos mesmo. Se tratando de Brujeria vale o esforço e cada centavo investido para poder apreciar uma banda que merece honras em cada canto que passa pelo mundo.

Texto por: Leandro Fernades
Edição por: Victor Santos
Credenciamento: The Ultimate Music

Uma noite um pouco vulnerável se tratando com relação ao clima encontrado, chuva, calor e frio, quesitos  que não foram o suficiente para desanimar àqueles que aguardavam com ansiedade por aquela que seria literalmente uma noite extrema.

Por se tratar de um dia não muito comum a shows, os horários foram cumpridos a risca, o belo trabalho da organização fez com que tudo corresse dentro do prazo determinado.

Às 19:15 a banda de abertura “Endrah” se encontrava já dando inicio a destruição que iria se instalar no ambiente, com apresentação de músicas próprias, os caras não decepcionaram com o seu Death Metal Core que realmente convenceu a todos que estavam presentes e nota-se uma grande influência de Pantera e também do frontman que visivelmente se inspira na lenda Phil Anselmo. A banda deu seu recado e mostrou que tem muita estrada para trilhar.

Depois de alguns ajustes e preparos como de costume entre uma banda e outra, pontualmente às 21:30 h a destruição se iniciava no palco, a galera insana aos gritos em coro por “Brujo” se iniciava de uma maneira insana.

O holocausto estava instalado no ambiente, todos sedentos do mais puro metal extremo que o Brujeria havia preparado para os presentes nessa noite que com toda certeza ficará na história! Seus frontmans já se encontravam prontos para uma noite de muita pancadaria e barulho, com os riffs de “Pito Wilson” todos os presentes logo já debatiam entre si em um mosh primoroso que tomou a galera por inteiro e não se via quase ninguém parado, foi apenas um aperitivo para dar inicio aos clássicos que estariam por vir.

“Colas de Rata” e “La Migra” que é um belo clássico da banda já deixam o público presente mais à vontade que se deram a liberdade de colocar os belos “Stage Diving” como um show a parte, fato que todos tiveram a consciência de curtir com responsabilidade sem atrapalhar a banda que de fato deu seu recado à altura.

Depois de toda a parte de abertura a “paulada” foi uma atrás da outra, o carisma e interação entre público e banda foi muito gratificante e de forma reciproca. “Pititis, te invoco” trouxe um ar belo e agressivo no ambiente, “Àngel de la Fronteira” foi muito bem recebida por todos (assim como todas executadas), por se tratar de uma música mais polida “Brujeriamente” falando, o ambiente parecia um caldeirão, pois o mosh era insano e sem previsão de parar.

Pouca conversa e muita pancadaria, assim é a banda que não para de mostrar serviço pois emendaram uma música a outra sem tempo de pausa pra respirar. “Brujerizmo” apimentou mais ainda e os presentes ali tiraram um fôlego extra pra devolver a banda tudo aquilo que estavam recebendo, assim como a excelente “No Aceptan Imitaciones”, trabalho novo da banda que mostra que o nível de criatividade sempre esteve em alta.”Revolución” chega a deixar alguns boquiabertos devido ao leque infinito de agressividade que a banda possui em todos esses anos de carreira.

Chegando ao momento que todos não queriam, que é a parte final do concerto, “Conserjos Narcos” e “ La Ley de Plomo” começaram a dar um clima de despedida, pois logo em seguida se iniciava “Matando Gueros”, clássico que nunca poderia ficar fora de um set tão destruidor e insano, música na qual não deixou nem quem passava pela casa parado, dando ali o encerramento de um show que vai ficar na memória por muito tempo.

O público ainda pedia o famoso bis, mas o Brujeria deu de presente a noite da Segunda insana um excelente e impecável show que matou a sede de muita gente, com certeza todos os presentes saíram de alma lavada e realizados, pois será um show que dificilmente será esquecido. Contando os dias para o retorno dos “Brujos” em terras brasileiras.

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Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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