Brujeria e Krisiun @ Espaço 555 – São Paulo/SP (22/05/2018)

O encontro histórico, finalmente aconteceu. BRUJERIA e KRISIUN na mesma noite. É isso mesmo. Duas grandes bandas do metal extremo mundial, juntas, em palco. Parece mentira ou piada, mas isso é verdade. Aqueles tipos de apresentações que são imperdíveis. E o que falar dessas duas grandes bandas. BRUJERIA, talvez, a maior banda do grindcore mundial. Extremamente influente no gênero, com quatro excelentes álbuns de estúdio, mostrando toda a potencialidade do grupo, repleto de temas pesados e polêmicos em suas letras, executando clássicos da banda. E o KRISIUN, realizando o encerramento da turnê do último álbum de estúdio, o excelente, “Forged in Fury” (2015). Um dos grandes nomes do metal nacional e do metal mundial, a banda possui uma discografia impressionante, grandes shows realizados pelo mundo e sempre com suas grandes presenças em palco. Duas bandas como essas, teria tudo para ser uma grande noite inesquecível e como a própria divulgação da turnê disse, “O Encontro Histórico”.

Krisiun

Para iniciar essa maravilhosa noite, o KRISIUN foram os primeiros desse encontro. Após uma intro mecânica, o trio gaúcho, sobem ao palco, saúdam o público dizendo, “O Krisiun está aqui” e com muitas ovacionadas, os blast-beats poderosos do Max, os riffs brutais e bem cadenciados do Moyses e os guturais do Alex, iniciam os trabalhos com “Ominous”, do “Bloodshed” de 2004. Com a galera gritando o nome da banda, o Alex agradeceu a todos, dizendo que ficou até sem palavras pelas reações e pela receptividade dos fãs. Continuando sua brutalidade, “Ravager”, do “Conquerors of Armageddon” de 2000, foi a próxima. Com mais agradecimentos do Alex, dizendo do orgulho que sente, da presença de cada um que compareceu nesse show, é muito grande para ele e tocar em São Paulo, é uma honra ainda maior. Em seguida, a explosiva e violenta, “Combustion Inferno”, do “Southern Storm” de 2008. Uma porradaria sonora sem piedade e sem dó. Mais gritos de “Krisiun”, “Krisun”, o Alex falou do orgulho de ser brasileiro e fazer parte do cenário do metal nacional. Uma atitude respeitosa e que foi bastante prestigiado por todos, porquê mostrou o quanto ele gosta de tocar para a gente e o quanto gosta de ser músico.

Os primeiros acordes da guitarra infernal do Moyses, foram introduzidos na música “Blood of Lions”, do “The Great Execution” de 2011. Alex, novamente, ficando bastante feliz com a galera que compareceu numa plena terça-feira, apoiando o metal nacional, apoiando o metal extremo, provando que o cenário está bom. E logo, a bateria brutal do Max, já dava as boas-vindas na “Ways of Barbarism”, única música do “Forged in Fury”, de 2015, executada na noite. Dedicando o som a galera antiga, veio “Vengeance’s Revelation”, do “Apocalyptic Revelation”, de 1998. Os riffs viscerais e toda a sonoridade potente na “Descending Abomination”, foram mais que o suficiente, para os fãs continuarem os mosh-pits estabelecidos por toda a apresentação. A incrível “Apocalyptic Victory”, “Ace of Spades”, cover da lendária banda Motorhead e “Hatred Inherit”, vieram numa intensidade absurda, vindo de seus riffs energéticos, andamentos infernais na bateria, vocais fortes e solos de guitarra bem realizados. Depois, o grande e talentoso, Max Kolesne, realizou um excelente solo de bateria. Mostrando novamente, suas técnicas, suas habilidades e o poder que possui no cenário nacional. Sendo, um dos bateristas mais importantes e representativos do país e do mundo também. Para encerrar, a clássica “Kings of Killing”, foi a saideira do show.

Falar dos integrantes é até repetitivo demais. Porquê, todos sabem o quanto o KRISIUN é talentoso e com altas performances em palco. Mas, não tem como não falar disso. O Alex Camargo, detonou em seus vocais guturais agressivos e inconfundíveis, realizou ótimos trabalhos no baixo com grandes notas pesadas e graves e sua grande simpatia ao vivo, é algo muito respeitoso. A cada música executada, ele agradecia o público e mostrava, o quanto feliz ele estava naquela noite. Com incríveis riffs cabulosos e solos excepcionais de guitarra, o Moyses Kolesne, arregaçou na noite. Andamentos acelerados e viscerais em seus riffs e solos, sendo executados por uma sensacional técnica que possui. E o monstro, Max Kolesne, que fez uma completa destruição na bateria. Que técnica impressionante ele tem. Seus blast beats completamente furiosos, devastadores e técnicos, é algo marcante em sua extraordinária performance em palco. Sem dúvidas, um dos melhores bateristas do mundo.

Se é um show que você nunca se cansa de assistir, de bater cabeça e apreciar a sonoridade rica que a banda consisti, esse certamente, é o KRISIUN. Repleto de grandes composições pesadas, agressivas e intensas, o power-trio vem provando a cada show, a cada momento, a força que possuem na música e no cenário do metal nacional e do death metal mundial. Uma enorme técnica estabelecida dentro de cada integrante da banda, o KRISIUN, realizou uma incrível e carismática apresentação em São Paulo.

Setlist:

1. Ominous
2. Ravager
3. Combustion Inferno
4. Blood of Lions
5. Ways of Barbarism
6. Vengeance’s Revelation
7. Descending Abomination
8. Apocalyptic Victory
9. Ace of Spades (Motorhead Cover)
10. Hatred Inherit
11. Drum Solo
12. Kings of Killing

Line-up:

Alex Camargo – Vocal e Baixo
Moyses Kolesne – Guitarra
Max Kolesne – Bateria

Brujeria

Ótimo público estabilizado no Espaço 555, foi a vez do BRUJERIA, entrar em palco e fazer uma completa aniquilação naquela noite. Com todos os preparativos para começar outro show histórico e marcar essa espetacular noite, uma criança, com uma bandana em sua boca, uma das características do BRUJERIA, fez a anunciação do nome da banda. Isso mesmo. Meio tímida falando para a casa bem cheia, o público adorou essa atitude e ovacionaram bastante. Com os fãs, extremamente empolgados, a banda toda sobe ao palco e já iniciam as insanidades com as ótimas “Cuiden a los Niños”, “La ley del Plomo”, “El Desmadre” e “Colas de Rata”. Bem caracterizados, com suas bandanas nas bocas, o Juan Brujo já carregando seu facão na cintura, a banda chegou para arrebentar e destruir tudo. Seus riffs graves, andamentos rápidos na bateria e os vocais guturais e característicos da banda, já se destacavam no show. O público bem agitado e com seus típicos mosh-pits rolando sem parar na pista, a brutalidade corria a solta nesse espetáculo violento e insano. “La Migra (Cruza la frontera II)” e “Hechando Chingasos (Greñudo locos II)”, do “Raza Odiada” de 1995, vieram na sequência. Por meio de uma potencialidade, foi cantado o single polêmico “¡Viva Presidente Trump!”. Partindo para o “Pocho Aztlan” de 2016, vieram, “Ángel de la Frontera” e “Satongo”. Aos fãs de “Matando Güeros” (1993), “Desperado” foi executada. Cadenciada e até dançante, que por sinal, os vocalistas fizeram alguns passos de dança conforme o ritmo da música. Bem divertido não?!

Já que estamos falando em composições de peso, foi marcante e muito prazeroso em vê-los executar as excelentes “Raza odiada (Pito Wilson)” e “Brujerizmo”. Levou os fãs ainda mais ao delírio, com seus fortes refrões, riffs viscerais e vocais próprios e cativantes. E por falar no “Brujerizmo”, veio uma sensacional sequência de faixas do disco: “Anti-Castro”, “Division del Norte” e “Marcha de Odio”. A frenética “Revolución” foi a próxima. Na música “Consejos Narcos”, três garotas subiram no palco, para fazerem parte desse momento histórico. Interagiram um pouco com a banda curtindo o som e uma delas ainda, segurou uma placa de papelão escrito de um lado “Si” e do outro “No”, devido ao seu refrão marcante que consta na composição. Saindo bem gratas e realizadas por participarem desse inesquecível acontecimento. As fritações continuaram quando “No Aceptan Imitaciones” foi tocada na maior intensidade e loucura. Já com seus facões em mãos, o hino “Matando Güeros”, foi de estremecer a casa toda. Sendo cantados com uma força total vindo dos pulmões, tanto da banda quanto do público, foi de enlouquecer qualquer um que presenciou esse clássico da banda. E para finalizar, executaram “Marijuana”. Com apenas os vocalistas executando essa música, ela é uma paródia do famoso hit “Macarena”, contém, o mesmo ritmo e a mesma harmonia dançante, porém, numa versão adaptada pela banda. Portanto, com seus vocais guturais e uma letra bem imprópria.

Show do BRUJERIA, é porradaria, é mergulhos do palco o tempo todo, grandes mosh-pits violentos, brutalidade, insanidade e porquê não, uma completa diversão para ser apreciada e curtir a cada minuto. Sem intervalos para descansar, o BRUJERIA realizou um excelente repertório se passando pelos seus álbuns de estúdio e até mesmo, singles lançados recentemente, todos executados com uma potência incrível e suprema. Um encontro histórico em uma noite histórica. Que dia sensacional foi esse.

Setlist:

1. Cuiden a los Niños
2. La Ley del Plomo
3. El Desmadre
4. Colas de Rata
5. La Migra (Cruza la frontera II)
6. Hechando Chingasos (Greñudo locos II)
7. ¡Viva Presidente Trump!
8. Ángel de la Frontera
9. Satongo
10. Desperado
11. Raza Odiada (Pito Wilson)
12. Brujerizmo
13. Anti-Castro
14. Division del Norte
15. Marcha de Odio
16. Revolución
17. Consejos Narcos
18. No Aceptan Imitaciones
19. Matando Güeros
20. Marijuana

Giancarlo Rossi

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe/Redator em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. Adora Cinema. E é maníaco por WWE.
Giancarlo Rossi

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