Borknagar: metal progressivo de boa qualidade no Hangar – SP

Show do Borknagar – 22/03 – Hangar 110

METAL PROGRESSIVO DE QUALIDADE NO HANGAR

A banda norueguesa de black metal/metal progressivo BORKNAGAR, fez sua estréia no Brasil e o local escolhido para esse show foi o Hangar 110. Todos presentes no local para assistir o show e as expectativas cada vez maior para a sua primeira apresentação no Brasil.

Por volta das 20:00 os portões já estavam abertos e tinha uma pequena fila. Dentro da casa já se nota o tamanho do palco, pequeno demais para uma banda como o BORKNAGAR, só a bateria ocupava mais ou menos 1/3 do palco. Mas isso não vinha ao caso e queríamos ver a banda. Mais ou menos as 21:00, as luzes se apagaram e todos os fãs estavam ansiosos pela banda e gritando o nome dela. Eis que sobem no palco o público não parou de vibrar e gritar pela banda.

Com músicas de álbuns variados, o setlist foi muito bem escolhido. Músicas dos primeiros álbuns foram tocadas como também do mais recente disco “Winter Thrice” (2016).

Abriram com a excelente “The Rhymes of the Mountain”, super veloz e pesada. E por diante, o show se manteve na mesma pegada e sempre agitando o púbico. “Epochalypse”, a clássica “Oceans Rise” e a “Cold Runs The River” vieram em seguida para agitar ainda mais o público. “Ad Noctum” e “Universal” do “The Archaic Course” (1998) veio com grandes potências e energias e por se tratarem de músicas do terceiro álbum, o Vortex assumiu os vocais principais.

“The Eye Of Oden”, do segundo álbum, foi tocada em seguida, para depois vim a “Frostrite” do “Urd” (2012). “Icon Dreams” e a “Ruins of the Future”, do “Quintessence” (2000), veio em seguida, impressionando cada vez mais os fãs. “Dauden” e “Dawn Of The End” foram as próximas, tudo isso para depois eles fecharem o show com a clássica “Colossus”, onde alguns fãs gritaram pedindo essa música e a “Winter Thrice” do novo álbum foi a que fechou a noite.

Todos os integrantes da banda foram magníficos. Ficaram exprimidos naquele palco pequeno, tanto que os guitarristas nem se mexeram direito, mas isso não interferiu no espetáculo.

O vocalista Pål Mathiesen mandando muito bem nos vocais e interagindo com o público sempre que possível; os guitarristas Øystein G. Brun e o Jens F. Ryland fazendo bons trabalhos nos riffs e solos; o tecladista Lars A. Nedland fazendo a parte dele e ajudando nos backing vocals; o baterista Baard Kolstad super empolgado e destruindo na bateria e o carismático I.C.S. Vortex no baixo, em uma ótima presença, sempre feliz tocando o baixo e participando  dos backing vocals, além de representar no vocal principal em músicas antigas da banda.

Foi um show marcante, com certeza.

Apesar do som do microfone do Vortex, nas primeiras músicas, estar extremamente baixo. Os sons que ele ficou no vocal principal, não se ouvia nada, a mesma coisa quando ele ficava nos backing vocals. Decepcionou um pouco nesses momentos, pois não deu para se ouvir a potencialidade do vocal do Vortex, ele sendo um bom vocalista, foi desperdiçado em algumas músicas. Foi só na 7ª música que aumentaram o vocal dele, daí sim, o show pode continuar de uma forma diferenciada e com potência.

Com mais ou menos 1:30 de show, o BORKNAGAR fez uma apresentação muito marcante, com boas interações com o público, tocando clássicos da banda e o carisma de cada um deles, os fãs, com certeza saíram mais do que satisfeitos.

Setlist:

1. The Rhymes of the Mountain

2. Epochalypse

3. Oceans Rise

4. Cold Runs the River

5. Ad Noctum

6. Universal

7. The Eye of Oden

8. Frostrite

9. Icon Dreams

10. Ruins of the Future

11. Dauden

12. The Dawn of the End

Encore:

13. Colossus

14. Winter Thrice

 

LINE – UP:

Pål Mathiesen (vocal)

I.C.S. Vortex (baixo/vocal)

Lars A. Nedland (teclado/vocal)

Baard Kolstad (bateria)

Øystein Garnes Brun (guitarra)

Jens F. Ryland (guitarra)

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Texto: Giancarlo Rossi

Revisão: Paula Alecio