Belphegor manifesta sua turnê “Conjuring The Dead” no Manifesto

A polêmica banda do metal extremo Belphegor, trouxe sua a turnê do álbum “Conjuring the Dead” para a América Latina.

Local: Manifesto Rock Bar/SP

O show foi: 28/02/2017

Um dos lugares dessa apresentação devastadora foi no Manifesto Rock Bar, uma das casas mais tradicionais de rock da Cidade de São Paulo, que não chegou a lotar, mas encheu o suficiente para esse show memorável.

Por volta das 19:30, o público já estava chegando no local, se preparando para o show, enquanto isso, notei o palco, que já estava preparado para receber The Evil, o logotipo da banda estava bem atrás na parede e uns pedestais cobertos. Quando deu umas 20:15 um rapaz descobriu os panos que estavam nos pedestais e eram cabeças de bodes e caveiras no palco, com isso, entendemos muito bem o que estava por vir.

O show teve início por volta das 20:45. Subiu primeiro no palco o baterista Bloodhammer, logo em seguida os membros Impaler (guitarra), Serpenth (baixo) e Helmuth (guitarra/vocal).

E, mesmo em um palco um pouco menor, esses caras mandaram ver em um show sombrio e extremamente pesado.

Cenário composto por bodes e caveiras, iluminações avermelhadas e esverdeadas, o Belphegor veio com tudo nessa grande turnê. Por mais que foi a turnê celebrou o lançamento do álbum “Conjuring the Dead”, o show teve um set list bem variado com músicas do “Lucifer Infestus” (2003), “Bondage Goat Zombie” (2008), entre outros álbuns.

Tocaram três músicas do “Conjuring the Dead”: “Gasmask Terror”, “Conjuring the Dead” e a “Pactum in Aeternum”.

A performance de cada membro da banda foi sensacional, o Helmuth, mandando ver nos vocais rasgados e guturais o tempo todo, sempre interagindo com o público e com riffs e solos de guitarra excelentes. O Serpenth mandou muito bem nos vocais de apoio, mantendo o gutural.

O Bloodhammer impressionou muito devido aos seus ótimos blast beats.

E teve o guitarrista rítmico Impaler, não menos importante, com um corpse paint diferente em relação aos outros membros da banda, mandando muito bem nos riffs.

Todas as músicas tocadas foram muito bem executadas, mantendo sua marca registrada na velocidade extrema. Belos solos de guitarra muito bem empunhados, riffs de guitarras e baixo pesados e blast beats o tempo todo. Foi legal ver a banda interagindo com o público, as vezes o Helmuth e seu gutural, falando com os fãs quando vão mudar de música, muitas vezes os integrantes ficavam mais perto do público, e olhavam pra eles, o que fazia seus fãs vibrarem e gritarem sempre “Belphegor, Belphegor”, foi sensacional.

Um momento bem marcante do show foi na música “Conjuring the Dead”,

onde um cara de túnica preta com uma corrente de cruz invertida, segurava tipo um cálice, que foi andando pelo palco e balançando o objeto para mostrar ao público. E claro, os fãs não parava de vibrar.

Chegando quase no final do show, teve um intervalinho de uns 2 minutos. Nesse tempo, o Bloodhammer fez um solo bacana, isso até os outros integrantes voltarem e tocarem mais duas músicas, “Pest and Terror” e “In Blood – Devour This Sanctity”.

Quando terminou o show, alguns fãs estranharam, pois pareceu que a duração foi pouca pra tanta emoção.

Na verdade, até que foi mesmo, o show durou ao todo uma hora e quinze minutos. Estava tão bom, que os fãs queriam mais.

O Belphegor sem dúvidas, é uma das bandas mais influentes do Black/Death Metal mundial, devido as suas performances em palco e excelentes álbuns de estúdio. Um show memorável que, com certeza, quem esteve presente, não se decepcionou.

Set list:

1. Bleeding Salvation

2. Gasmask Terror

3. Belphegor – Hell’s Ambassador

4. Diaboli Virtus in Lumbar Est

5. Lucifer Incestus

6. Stigma Diabolicum

7. Feast Upon the Dead

8. Conjuring The Dead / Pactum in Aeternum

9. Bondage Goat Zombie

10. Apophis – Totenbeschworer

11. Totenkult – Exegesis Of Deterioration

Encore:

12. Pest and Terror

13. In Blood – Devour This Sanctity

Membros:

Helmuth Lehner – Vocal e Guitarra

Serpenth – Baixo e Vocal de Apoio

BloodHammer – Bateria

Impaler – Guitarra

Texto: Giancarlo Rossi

Revisão: Paula Alecio