Backstage Fest @ Carioca Club – São Paulo/SP (15/12/2018)

Em comemoração aos impressionantes 30 anos do programa backstage, apresentado pelo Vitão Bonesso, nada melhor que fazer uma festa celebrando essa grande conquista e para isso, a produção do evento trouxe nada mais nada menos que quatro grandes bandas nacionais: Carro Bomba; as meninas da Nervosa promovendo seu mais recente álbum “Downfall of Mankind” (2018); Torture Squad celebrando os 10 anos do “Hellbound” e executando-o na íntegra e os veteranos do Korzus comemorando 35 anos de carreira. E claro, contou também com a participação especial do Vitão Bonesso, para fazer o anúncio de cada banda e interagir um pouco com o público. Realmente, seria uma grande festa que estávamos prestes a presenciar no Carioca Club e foi uma grande festa.

Carro Bomba

Primeira banda a subir ao palco, foi o Carro Bomba. Antes deles se apresentarem, o Vitão subiu ao palco e deu algumas palavras, agradecendo a todos pela presença, falou das bandas do festival, pediu para se divertirem e apresentou o Carro Bomba, já com eles no palco, disse o nome de cada integrante e assim, o Vitão saiu do palco para a banda iniciarem sua apresentação com a excelente “Máquina” do último lançamento de estúdio “Pragas Urbanas” de 2014.

Logo, foi tocado duas faixas do “Carcaça” (2011): “Mondo Plástico” e “Carcaça”. Sem ao menos dar uma pausa para respirar, voltaram para o “Pragas Urbanas” e veio “Esporro”. Continuando no mesmo disco, vieram mais duas execuções dele: “Fuga” e “Pragas Urbanas”. Indo para o “Nervoso” de 2008, tocaram duas faixas do álbum: “Sangue De Barata” e “Intravenosa”. O Rogério fez aquela básica apresentação da banda, saindo todos bem ovacionados e disse que esse era o último show do ano e que venham anos melhores para todo mundo que gosta de rock ‘n’ roll. O Biel realizou um breve aquecimento para mandar “Queimando a Largada” e a saideira ficou por “Trash ‘n’ Roll”. Fizeram aquela famosa foto com a galera e se despediram do público bem felizes.

Que apresentação energética do Carro Bomba. Composições extremamente empolgantes e aceleradas repleto de ótimos riffs e solos de guitarra realizadas pelo Marcello, uma bateria bem pesada, vocais atraentes e cantados em português pelo Rogério, o Soneca bem competente com seu baixo, foi uma incrível performance da banda que deu um grande início ao festival.

Setlist:

1. Máquina
2. Mondo Plástico
3. Carcaça
4. Esporro
5. Fuga
6. Pragas Urbanas
7. Sangue De Barata
8. Intravenosa
9. Queimando a Largada
10. Trash ‘n’ Roll

Line-up:

Rogério Fernandes – Vocal
Marcello Schevano – Guitarra
Soneca Schevano – Baixo
Biel Astolfi – Bateria

Nervosa

Segunda banda do cast, foram as meninas da Nervosa. Novamente, o Vitão deu mais algumas palavras antes do show delas, agradecendo aos 30 anos do backstage, agradeceu a TC7, que segundo o Vitão, reuniu quatro das grandes bandas do heavy metal do Brasil, agradeceu aos ouvintes do backstage e logo, apresentou o trio da Nervosa que já estavam se preparando para destruir no palco, Prika Amaral, Luana Dametto e Fernanda Lira. O Vitão se retirou do palco e com todas já posicionadas, iniciam o repertório com duas faixas do mais recente álbum “Downfall of Mankind” de 2018: “Horrordome” e “… And Justice for Whom?”.

Vários gritos de “Nervosa, Nervosa…” feitas pelo público e logo, a Fernanda já saudou os fãs dando uma boa noite e perguntando como estão e disse que hoje não tem muito tempo para falar só para tocar thrash metal, disse que a próxima fala sobre morte e claro, sabíamos que a próxima seria “Death!” do primeiro disco “Victim of Yourself” de 2014. “Enslave” deu continuidade e depois, “Hostages” do segundo disco “Agony” (2016).

Com bastante vibrações dos presentes, a Fernanda disse que vão tocar uma “velha”, sendo assim, veio a espetacular “Masked Betrayer” do EP “Time of Death” de 2012. Após, uma incrível sequência das faixas do “Downfall of Mankind” foram executadas: “Never Forget, Never Repeat”, segundo a Fernanda, a mais rápida do setlist; “Vultures”; “Raise Your Fist!”; “Kill the Silence” e “Fear, Violence and Massacre”. Chegando para o final do show, veio “Intolerance Means War” e finalizaram com “Into Moshpit”.

Que show foi esse da Nervosa?! As meninas simplesmente devastaram o palco do Carioca. A performance maluca da Fernanda Lira é fora do comum, executa cada música com um olhar demoníaco, se contorce inteira pelo palco, deixando até o cabelo tocar no chão, interage muito bem com a galera, seus vocais insanos, sua potencialidade em palco foi algo completamente notável e víamos o quanto ela se dedica em nos trazer um show apreciável e brutal ao mesmo tempo. A guitarrista Prika Amaral mandando muito bem nos poderosos riffs e nos ótimos solos e sempre mandava seus backing vocals em praticamente todas as músicas. E a excelente baterista Luana Dametto, que integra no conjunto desde 2017 e fez parte do último álbum “Downfall of Mankind”, no caso, seu primeiro álbum com a Nervosa, o que já notamos no perfeito entrosamento dela na banda, possui uma excelente técnica no instrumento e sua presença de palco é destruidora. Que talento possui essa menina. Uma apresentação acima dos limites, Nervosa impressionou a todos que estavam presentes por terem realizado um ótimo show.

Setlist:

1. Horrordome
2. … And Justice for Whom?
3. Death!
4. Enslave
5. Hostages
6. Masked Betrayer
7. Never Forget, Never Repeat
8. Vultures
9. Raise Your Fist!
10. Kill the Silence
11. Fear, Violence and Massacre
12. Intolerance Means War
13. Into Moshpit

Line-up:

Fernanda Lira – Baixo e Vocal
Prika Amaral – Guitarra e Backing Vocals
Luana Dametto – Bateria

Torture Squad

Como haviam prometido a todos, o Torture Squad em comemoração aos 10 anos de “Hellbound”, quinto álbum de estúdio da carreira da banda, eles executariam o disco todo na íntegra. Como o Vitão apareceu no palco antes dos shows do Carro Bomba e da Nervosa, para dar algumas palavras, ele também subiu ao palco antes do Torture Squad se apresentar e assim como nas aparições dele anteriormente, fez a apresentação da banda e se retirou do palco. Logo, é tocado a intro mecânica do disco, “MMXII” e durante a execução, os quatro integrantes sobem ao palco e seguindo a ordem do álbum, é tocada “Living for the Kill”. Continuando na sequência do “Hellbound”, veio “The Beast Within” e após a execução, a Mayara deu algumas palavras, agradeceu a presença de todos, disse que estava muito feliz naquele dia pela grande festa e pela comemoração dos 10 anos de “Hellbound” e por fim, agradeceu ao backstage fest.

Dando a sequência correta do álbum, “The Fall of Man” foi a próxima e novamente, a May interagiu um pouco mais com os fãs e disse bem empolgada: “Então vocês já estão sabendo da novidade ? Vocês sabem que viram um pedaço do Rock In Rio do ano que vem né?! Quem vai estar lá com a gente ?”. Além disso, ela ainda deu mais algumas palavras, dizendo que em 2018, a banda passou por uma experiência incrível fazendo turnê pela América do Sul, passaram por vários lugares e que obtiveram contato com culturas ricas e quando voltaram para o Brasil, eles queriam tocar músicas em homenagem a essas pessoas que cruzaram o caminho delas durante essa viagem. A May falou algumas palavras em espanhol para homenagear uma pessoa da Colômbia que o conheceram e a música selecionada, mantendo a sequência do disco, foi “Chaos Corporation”, onde a May pronunciou a música em espanhol e ainda executou a composição inteira cantando em espanhol. Impressionante não. Que talento digno e admirável possui a May.

Em seguida, “Man Behind the Mask” e “In the Cyberwar” deram continuidade, para depois vir “Twilight for All Mankind”, com destaque para a ótima intro de violão realizada pelo Rene. Para finalizar o “Hellbound”, veio justamente a sua faixa-título, que encerra o álbum. Ficou uma música de fora do set, no caso, “The Four Winds”, que vem antes da “Hellbound”, mas isso não interferiu na apresentação e executaram o disco perfeitamente. Cada integrante extremamente competente e sempre nos apresentando uma brutalidade de primeira qualidade com muita técnica.

Além disso, a banda ainda tocou mais três excelentes composições: “Horror and Torture” do “Pandemonium” (2003); “The Unholy Spell” do álbum homônimo de 2001 e encerraram o show com “Blood Sacrifice” do mais recente disco “Far Beyond Existence” (2017). Enquanto todos os integrantes estavam se retirando do palco, o Amilcar ficou para dar algumas palavras finais, agradecendo muito ao público e comentou sobre os 10 anos de “Hellbound”, que foi uma honra executá-lo e agradeceu muito ao Heros Trench e Marcello Pompeu do Korzus, que produziram o disco. Por fim, o Amilcar agradeceu ao backstage fest e saiu do palco a gritos de “Torture Squad, Torture Squad…”, vindo do público.

Setlist:

1. Living for the Kill
2. The Beast Within
3. The Fall of Man
4. Chaos Corporation
5. Man Behind the Mask
6. In the Cyberwar
7. Twilight for All Mankind
8. Hellbound
9. Horror and Torture
10. The Unholy Spell
11. Blood Sacrifice

Line-up:

Mayara “Undead” Puertas – Vocal
Rene Simionato – Guitarra
Castor – Baixo
Amilcar Christófaro – Bateria

Korzus

Última banda do festival, o Korzus foram os encarregados por encerrarem a noite. O Vitão novamente foi ao palco para anunciar a banda e agradecer a presença de todos. A intro mecânica foi tocada de fundo e enquanto isso, os integrantes subiam aos poucos no palco e logo darem início com “Guilty Silence”, composição que sempre abre o show deles e os moshs da galera na pista, também se abriram. Sem pausa, mandaram “Discipline of Hate”, a ótima cantada em português “Vampiro” e “Never Die”. O Pompeu deu um salve para os presentes, perguntou se estão curtindo, se estão felizes e claro, muitas ovacionadas vindas do público. Falou um pouco sobre o backstage fest, que participaram da primeira edição há 30 anos atrás no ABC. Ainda interagindo com o público, o Pompeu disse: “Eu digo Kor e vocês dizem Zus”. Isso foi prontamente recebido pela galera que estava bem empolgada com a presença da banda em palco e feito isso algumas vezes, o Korzus mandou “Bleeding Pride” do último álbum “Legion” (2014).

Após, veio uma espetacular sequência: “Respect”; a sensacional “What Are You Looking For”, possuindo aquele refrão matador, e “Raise Your Soul”, cantado em fúria máxima pelo Pompeu. Em seguida, aconteceu um problema técnico em relação as caixas de som, tanto que o Pompeu disse para o público aguardar um pouco, porém, ele mesmo falou que não teria problema e que continuaria o show da maneira que está, sendo assim, foi tocada “Agony” do “Mass Illusion” de 1991. Prosseguindo, emendaram duas composições, “The World Is A Stage” e “P. F. Y. L.” e mais interações do Pompeu foram realizadas, dessa vez, ao sinal dele, pedia para gritarem o mais alto possível, fazer com que as paredes do Carioca tremessem, o que foi bem atendido pelo público e logo na pegada, veio “Lost Man”.

Indo novamente para o “Mass Illusion”, emendaram três faixas do álbum: “Mass Illusion”, “The Kids on the Streets” e “Beyond the Limits of Insanity”. E de uma vez, executaram “Internally” do “KZS” de 1995. A rápida, energética e eletrizante cantado em português “Correria” deu continuidade e outra interação do Pompeu foi bem bacana, ele mesmo pediu para a galera fazer aquele famoso “Olê olê olê olê, Korzus Korzus…”, porquê ele acha isso muito bonito e foi rapidamente atendido pelos fãs, formando um belíssimo coro. A poderosa “Truth” e a acelerada com letra em português “Guerreiros do Metal”, foram as próximas e a saideira, ficou por conta da “Legion”, que enquanto rolava a intro, o Pompeu fez vários agradecimentos que incluía o backstage, a produção, as bandas e ao público presente, desejou um feliz natal e um feliz 2019 a todos. Após a execução da composição, a banda agradeceu a todos e o público novamente fez aquele lindo coro “Olê olê olê olê, Korzus Korzus…”. Que ótima maneira de se finalizar um show não?!

Assim, o Backstage Fest chega ao fim. Foi um dia e tanto. Quatro bandas do metal nacional, quatro grandes bandas do metal nacional realizaram apresentações impecáveis e inesquecíveis. Esperamos que tenha mais backstage fest daqui para frente, esperamos mais grandes edições desse festival tão incrível como foi esse e esperamos que não demore para que aconteça o próximo. Que festa presenciamos no Carioca Club.

Setlist:

1. Guilty Silence
2. Discipline of Hate
3. Vampiro
4. Never Die
5. Bleeding Pride
6. Respect
7. What Are You Looking For
8. Raise Your Soul
9. Agony
10. The World Is A Stage / P. F. Y. L.
11. Lost Man
12. Mass Illusion / The Kids on the Streets / Beyond the Limits of Insanity
13. Internally
14. Correria
15. Truth
16. Guerreiros do Metal
17. Legion

Line-up:

Marcello Pompeu – Vocal
Heros Trench – Guitarra
Antônio Araújo – Guitarra
Dick Siebert – Baixo
Rodrigo Oliveira – Bateria

Fotos: Diego Andrade

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
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