ATTRACTHA – E seu debut puro metal: “No Fear To Face What´s Buried Inside You”

 Para os que ainda não entregaram ao prazer de conhecer:

A banda ATTRACTHA foi formada em 2007 na cidade de São Paulo, por Ricardo Oliveira (guitarra) e Humberto Zambrin (bateria), Guilherme Momesso (baixo), e Cleber Krichinak (vocal).

Em Março de 2016, a banda anunciou que o novo álbum seria produzido pelo Edu Falaschi (ex-Angra, Almah). A pré-produção aconteceu em Março e Abril e as gravações começaram em Maio no Loud Factory, em São Paulo/SP, com auxílio dos engenheiros de som Tiago Assolini e Wagner Meirinho. O disco foi mixado e masterizado em Los Angeles, CA, Estados Unidos, por Damien Rainaud (Fear Factory, DragonForce e Babymetal) da Mix Unlimited. O álbum com 9 músicas foi lançado em Setembro de 2016 através da parceria entre Dunna Records e Shinigami Records.

Tenho que começar essa resenha pela capa, literalmente. Quem adquirir o álbum físico, vai entender minhas palavras.

Me ensinaram a não julgar um livro pela capa. Eu aprendi a lição, realmente, muitas vezes nos surpreendemos com o conteúdo.

Mas dessa vez, julgar um livro pela capa, super funciona. O carinho com a arte é visível. O grupo, formado por quatro músicos incríveis, dividiu o nome da capa em quatro, que ao abrir completam o nome do álbum. A arte toda trabalhada em cinza, com detalhes em vermelho, deixou o grupo com cara de “sério” e metal. O Encarte com as letras das músicas tem um formato diferente, lembra os antigos vinis.

Faixa por faixa:

 “Bleeding in Silence” –  abrindo os trabalhos: com riffs de guitarra intensos, regado ao timbre que chamo de puro metal, pela distorção usada soar aos ouvidos uma paulada sonora, e a bateria comendo solta, a voz de Cleber está embasada em um drive muito bem elaborado, que combina perfeitamente com o som que estamos degustando. No final, ele mostra o potencial de sua voz limpa, em um breve momento menos intenso, que dá espaço ao solo de guitarra muito bem harmonizado ao som. O refrão também é um daqueles que fica na cabeça, uma música que já mostra ao que vieram, e nos dá a real dimensão da qualidade da banda que estamos sentindo em nossos ouvidos.

Logo em seguida“Unmasked Files (revisited)”, que já começa em alta velocidade, cheia de intensidade também, seguindo a mesma linha da primeira, com uma pequeno momento entre baixo e solo de guitarra, que ficou maravilhoso, um solo de responsa ein turma. “231”, som marcado e compassado, logo de início, que possuí um riff lindíssimo seguindo esse compasso, daqueles que a gente balança as madeixas, inconscientemente. Olha, a bateria de Humberto é monstra gente, nussa. Impecável e cheia de ritmo.

Xô até separar essa aqui ó: “Move On” tem uma pegada meio dançante, com riffs puxados para um lance meio Hard, mas super intensos, e o refrão é sensacional. Após o refrão esse povo dá um show a parte, solos de guitarra incríveis e intensos, melódicos até, misturados as batidas do coração (bateria e o meu, haha), ficaram apaixonantes. Pra mim, um dos melhores do álbum!

“Mistakes and Scars” , outra que já começa com um coice no ouvido. Cheio de intensidade, até parecido com o antetior, mas menos melódico. “No More Lies” , essa começa com um dedilhado na guitarra limpa, que cria uma clima de calma, introduzindo a gente ao que seria uma balada, Cleber mostra sua voz limpa e cheia de energia, um som feito com emoção.

O som “Holy Journey” possuí um riff que vai se intensificando ao longo da música, acompanhado pelo vocal e pela levada da batera, culminando no refrão, muito bem montado, seguido dos devidos e intensos solos, extremamente vem acompanhados. “Victorius” , que já começa com cara de power metal, com um drive mais trabalhado na guitarra, e efeitos diferentes, um som energético, mas bem sustentado pelo belo metal desse grupo, posso dizer que ao vivo, vai levantar a galera.

Finalizando a obra prima, “Payback Time” – que já começa na velocidade máxima! As baquetas de Humberto devem voar, Cleber consegue deixar sua voz ainda mais intensa, a guitarra de Ricardo também não fica pra trás, com riffs intensificados e poderosos, tudo isso acompanhado pelo baixo fazendo tudo brilhar mais de Guilherme. Uma bela escolha para finalizar um álbum impressionante.

Com certeza, um dos melhores álbuns que já ouvi na vida! Isso porque é o primeiro, imagina o que ainda está por vir. Virei fã incondicional desse master grupo, que trata seu trabalho com tanto carinho e atenção. Puro Metal na veia! Obrigada por essa obra prima Senhores do ATTRACTHA!

Amo muito tudo isso!

Track-list:

  1. “Bleeding in Silence”
    2. “Unmasked Files (revisited)”
    3. “231”
    4. “Move On”
    5. “Mistakes and Scars”
    6. “No More Lies”
    7. “Holy Journey”
    8. “Victorius”
    9. “Payback Time”

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