Angra @ Sesc Belenzinho – São Paulo/SP (05/05/2018)

Um dos álbuns mais esperados do ano, certamente, foi o “Ømni” do ANGRA. Lançado no começo desse ano, ele obteve ótimas receptividades pelo público e pela crítica especializada. Um disco muito bem produzido, ótimas faixas que possivelmente, algumas delas, se tornarão hits da banda, integrantes cada vez mais técnicos e talentosos, enfim, a banda novamente nos apresentou um trabalho digno e extremamente apreciável.

Com isso, nada melhor que fazer uma turnê do disco pelo mundo. E já com várias datas marcadas pelo Brasil ao longo do ano, ANGRA realizou duas apresentações no Sesc Belenzinho em São Paulo. Apresentando um repertório com músicas do “Ømni”, o quinteto também, não deixou para trás seus grandes clássicos que marcaram a história da banda e executaram nessas apresentações, um excelente repertório para cativar qualquer fã que compareceu ao show.

Intro mecânica sendo tocada fundo, mais especificamente, “Dr. Tyrell’s Death” do Vangelis, o ANGRA sobe ao palco e iniciam os trabalhos com a poderosa e cadenciada “Nothing to Say” do clássico “Holy Land” de 1996. Música que já começou com tudo. Bastante frenética e empolgante, a banda já se mostrou bem empenhada, com essa magnífica execução. Partindo para o “Ømni”, “Travelers of Time”, foi a primeira do álbum a ser tocada. “Waiting Silence” do “Temple of Shadows” de 2004, veio na sequência.

O Fabio começou a interagir um pouco com o público, perguntando se estão bem e disse que a próxima, é do álbum “Secret Garden” de 2015, com a música “Newborn Me”, que segundo ele, a favorita do disco. A fascinante “Time”, do primeiro disco, “Angels Cry” de 1993, foi executada numa potência incrível e extremamente envolvente. Voltando para o “Ømni”, veio mais duas ótimas faixas dele: a magnífica “Light of Transcendence”, música que inicia o álbum e que música extraordinária, riffs bem realizados, andamentos bem estruturados e atraentes, é um som perfeito. E “Insania”, sem dúvidas, uma das melhores canções do disco. A banda executando com toda potência e técnica que possuem, com destaque ao seu refrão energético e marcante, é uma excelente música bastante prestigiada e prazerosa, tanto que ao final dela, o Fabio ainda pediu para a galera finalizá-la, formando um lindo coro. Além dessa interação com os fãs, o Fabio continuou interagindo e dessa vez, fazendo referência com o baterista, Bruno Valverde, falando que ele tem a mesma idade da banda, 27 anos e claro, fazendo vários elogios para ele. Isso, para deixar somente o “monstro” no palco e nos apresentar um incrível solo de bateria, mostrando toda a potência e o extremo talento que ele possui no instrumento. Sendo bastante ovacionado pelos fãs.

“Upper Levels” e “Z.I.T.O.” deram prosseguimento. Depois de executarem esses dois potentes sons, o Fabio, como de costume, nos brilhou ainda mais com seu grande talento que possui, e para isso, realizou alguns pequenos cantos solos dele. A cada vez que ele fazia, o público repetia o que ele cantava, assim, aumentando o nível de dificuldade dos cantos. Uma interação bacana com os fãs, gerando até algumas risadas entre eles e até com o próprio Fabio. Logo em seguida, executaram mais duas do “Ømni”: “War Horns”, com uma pegada mais intensa, vindo de seus riffs vigorosos e pesados. E a belíssima “Magic Mirror”, contendo lindas entonações nos vocais, foi cantado perfeitamente pelo Fabio, e com o Rafael e o Felipe, ficando responsáveis pelos vocais de apoio. E que refrão maravilhoso e memorável possui essa música. Simplesmente incrível.

Depois, com muitas ovacionadas do público, a banda agradeceu a todos e deixaram o palco. Na hora do “bis”, só o Rafael apareceu em palco e falou algumas palavras antes de executar as canções. Falou que estavam fazendo 20 anos do clássico “Fireworks” de 1998, que foi gravado na Inglaterra, produzido pelo Chris Tsangarides, que também gravou vários outros discos das grandes bandas do rock. Infelizmente, ele faleceu no começo desse ano e como uma homenagem a ele e como uma celebração dos 20 anos do “Fireworks”, o Rafael executou a base de um violão e com sua voz, a linda canção “Gentle Change”. Quando acabou de executar, novamente, ele deu mais algumas palavras, dizendo que dia 30 de maio, eles vão lançar um vídeo falando sobre o verdadeiro significado de Z.I.T.O., que até hoje, muitos não entendem e muitos tentam desvendar o que realmente seria isso. Para saberem mais sobre, acessem http://www.oqueezito.com.br/ e façam o seu cadastro. Onde você receberá um vídeo com o mistério sendo revelado. Além disso, ele também falou sobre as superações que a banda passou por todos esses anos. Agradeceu muito aos fãs, agradeceu aos ex-integrantes da banda, que estavam nessa batalha por anos e anos. E acabou por apresentar todos os integrantes da banda, dizendo que esse é o presente e o futuro do ANGRA. Cada integrante, foi bastante ovacionado pelo público e para deixar todos ainda mais empolgados, executaram o clássico absoluto da banda, “Rebirth”, sem dúvidas, uma das melhores composições da história da banda. Extremamente bonita, marcante, com uma ótima intro no violão, os impecáveis vocais do Fabio fazendo um espetáculo, o público cantando junto cada estrofe da canção e os ótimos solos de guitarra realizados pelo talentoso Marcelo Barbosa, que nos impressionou pela sua incrível performance em palco, realizou perfeitamente cada riff e cada solo na apresentação. E para finalizar, outros dois grandes clássicos: “Carry On” e “Nova Era”. Verdadeiros hinos da banda e do metal nacional.

Dessa maneira, o ANGRA se despede dos fãs. Com muitas salva de palmas a banda, o quinteto fez uma belíssima apresentação em São Paulo. Por mais que os playbacks de teclados estavam presentes em praticamente todo o show, isso não interferiu na performance da banda e fizeram um show divertido, empolgante, energético e cativante. Não se preocupem a quem não foi a essas apresentações no Sesc Belenzinho, porquê, ao decorrer do ano, já estão marcados, vários outros shows pelo Brasil. Então, aproveite essas oportunidades e não perca.

Setlist:

1. Nothing to Say
2. Travelers of Time
3. Waiting Silence
4. Newborn Me
5. Time
6. Light of Transcendence
7. Insania
8. Drum Solo (Bruno Valverde)
9. Upper Levels
10. Z.I.T.O.
11. War Horns
12. Magic Mirror

Encore:

13. Gentle Change
14. Rebirth
15. Carry On / Nova Era

Line-up:

Rafael Bittencourt – Guitarra e Vocais
Felipe Andreoli – Baixo
Fabio Lione – Vocais
Bruno Valverde – Bateria
Marcelo Barbosa – Guitarra

Fotos: Leca Suzuki

Giancarlo Rossi

Giancarlo Rossi

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Cursando Rádio e TV. Escuta todas as vertentes do Rock e do Metal. E Adora Cinema.
Giancarlo Rossi

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