Age of Artemis: entrevista com Giovanni Sena e Alírio Netto

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Tendo uma mistura digna do Progressivo e do Power Metal, Age of Artemis vem cheio de letras e melodias marcantes. Tiveram a oportunidade de terem como produtores o próprio Edu Falaschi (ex-Angra/Almah) que deu o “start” na banda os ajudando a conseguir a trilhar o caminho no metal com o primeiro debut lançado em 2012 – Overcoming Limits e agora tendo em primeiríssima mão nomes como Brendan Duffey e Adriano Dagga (Andre Matos, Angra, Almah, Dr. Sin…) trabalhando no segundo disco da banda “The Waking Hour“, que tem previsão para ser lançado em 2013/2014.

Que tal conferir uma breve entrevista realizada pela Imprensa do Rock com os integrantes Giovanni Sena (baixo) e Alirio Netto (vocal), batendo um papo sobre início de carreira, curiosidade de terem já tocado com o Angra, notícias sobre o novo CD e ainda dicas de mais de 10 álbuns para a galera pesquisar e ouvir um por um.

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Confira a entrevista abaixo:

Olá Age of Artemis, bem vindos a Imprensa do Rock.

Qual o significado do nome da banda?

Giovanni Sena: Artemis é a deusa da caça. O nome foi escolhido logo no início da banda. Em um tempo em que Alírio e eu não fazíamos parte da banda. Daí houve um problema com o nome e o mesmo teve que ser modificado. Daí o Pedro Senna (baterista) veio com a ideia de adicionar o “Age Of”, daí esse conceito de “Age Of Artemis” se incorporou nas nossas vidas. Acabou que hoje em dia simboliza o nosso momento, a nossa era.

Quais as influências de vocês?

Alirio Netto: Tenho muita influencia do Freddie Mercury, Steve Perry, Steven Tyler, Glenn Hugues, David Coverdale, Dio, Ian Gillan, Janis Joplin, Robert Plant, Bruce Dickson e toda essa galera que tinha uma boa técnica e muito feeling. Gosto também de cantores de outros estilos como Stevie Wonder, Michael Bolton, Michael Jackson, Mariah Carey, Frank Sinatra, Nina Simone, Ella Fitz-gerald, Sarah Vaugan, Al Jarreu e etc… Fora musicais da Broadway e música Erudita.

Giovanni: Música boa!

Como é trabalhar com dois grandes produtores reconhecidos pelo Metal Nacional? No caso de Brendan Duffey e Adriano Daga.

Giovanni: Trabalhar com os dois além de ter sido uma honra, foi muito prazeroso. Aprendemos muito com eles.

Alirio Netto: O Adriano já é meu amigo há muito tempo, desde Floripa (ambos somos de lá), então a comunicação fica muito mais fácil. Já o Brendan foi uma surpresa para mim, pois suas ideias foram determinantes em vários momentos desde o processo de pré-produção até a concepção final do trabalho. Eles já conhecem o som da banda e ainda conseguiram tirar algo diferente de nós. Tivemos muita sorte de ter esses 2 parceiros como produtores.

Vocês já dividiram o palco com o Angra recentemente. Contem pra gente como foi a experiência.

Alírio: Essa experiência foi incrível! Principalmente para mim, pois eles me chamaram para cantar a “Carry On” nos dois shows que fizemos com eles. O Fabio foi muito solicito, o cara é um fenômeno, que voz! O Felipe e o Rafa são meus amigos há algum tempo, o Kiko e o Confas duas figuras, foi muito legal mesmo. Esperamos ter outras oportunidades para repetir essa parceria.

Giovanni: O Angra e o Sepultura são a maior expressão da música pesada no nosso país. E participar de forma ativa de um show com o porte e profissionalismo do Angra, no mínimo nos engrandece como artistas.

Além do Angra, existe alguém que vocês sonham em tocar juntos?

Giovanni: Pra ser sincero, queremos mesmo é tocar, não importando se é para abrir para banda X ou Y ou sendo “headliner”. O que esperamos mesmo é fazer o nosso público e nos tornar referência como todas as bandas que temos como referência, conquistar o nosso espaço.

O novo CD já tem título “The Walking Hour” e será lançado no início de 2014. Só que não temos algo sobre as composições. Qual será o tema do álbum, história e enredo? Existe algo conceitual dentro dele?

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Giovanni Sena: O disco não foi criado nos moldes de um disco conceitual, isto é, as letras contarem uma única história. Mas o que aconteceu foi que, de uma forma indireta as letras acabaram ficando conectadas entre si, pois, por conta do próprio título que retrata o processo que estamos vivendo no momento. Uma conscientização no nosso país e no mundo que irá gerar mudanças. Apesar de que essas mudanças só terão efeito nas próximas gerações, acredito que estamos fazendo parte dessa evolução de pensamento. “The Waking Hour” tem muito esse caráter de denúncia, de termos vozes nas questões políticas, sociais e humanas. Em relação ao som propriamente dito, o álbum possui alguns elementos similares ao anterior “Overcoming Limits” (2012), porém esses elementos foram abordados de uma forma genuinamente brasileira, isto é, com muita influência nos ritmos brasileiros e com maior agressividade na hora de tocar.

Alírio Netto: Esse é um CD genuinamente brasileiro, tanto na parte rítmica como nas letras. Apesar de ser cantado em inglês as letras falam muito dessa energia que tivemos nas manifestações desse ano. O povo esta reagindo com muita força e paixão demonstrando que não somos fracos e não vamos nos submeter! Temos um personagem no CD que seria um típico brasileiro, trabalhador, sofredor, e cheio de esperanças. Não existe uma história propriamente dita, mas uma série de acontecimentos e relatos de uma pessoa que poderia ser qualquer um de nós.

E sobre agenda de shows, como anda?

Alírio Netto: Fizemos varias coisas esse ano, tivemos a oportunidade de tocar do nordeste ao sul do país o que foi muito legal e gratificante. É incrível ir a um lugar que você nunca foi e ver as pessoas cantando as letras das suas músicas.

Por favor, citem-nos dez álbuns que um fã de Rock/Metal não deveria deixar de ouvir.

(nota editor: realmente somente 10 álbuns é uma tremenda sacanagem).

Giovanni: Só dez???? Vamos fazer o seguinte, eu cito 10 e o Alírio 10, pode ser? Vamos lá?

  • Queen – A Day At The Races / A Night At The Opera
  • The Beatles – Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band / Álbum Branco / Abbey Road
  • Iron Maiden – Powerslave / Seventh Son of a Seventh Son
  • Yes – Close To The Edge / Fragile
  • Deep Purple – Machine Head / Stormbringer
  • Dio – Holy Diver / Last in Line
  • Black Sabbath – Heaven and Hell / Sabotage
  • Ozzy Osbourne – Ultimate Sin / Diary of a Madman
  • Tears For Fears – Seeds Of Love / Elemental
  • Scorpions – Love at first sting / Crazy World

Não consegui… Ficou faltando uma centena…

Alírio Netto: Difícil citar só 10 (risos)… Vou tentar fazer sem uma ordem definida.

  • Queen – A Night At The Opera
  • Jesus Christ Superstar – versão do filme de 1972
  • Led Zeppelin – Led Zeppelin VI
  • Journey – Escape
  • Bon Jovi – New Jersey
  • Guns N’ Roses – Appetite for Destruction
  • Skid Row – Slave to the Grind
  • Dio – Rainbow in the Dark
  • Iron Maiden – Powerslave
  • Dream Theater – Image and Words

Só 10 é sacanagem. Tem mais um monte ainda (risos).

Qual a opinião da banda em relação à cena do Metal Nacional atualmente?

Giovanni: Desde o início sempre pensamos na profissionalização do músico de rock pesado, principalmente no Brasil, já que em outros países, é fato ter bandas profissionais em “tours”, com “managers”, gravadoras, público que sai de casa para prestigiar bandas e que compra o material etc. Então, essa preocupação é uma constante em nossas vidas. Temos trabalhado com afinco para colocar na praça discos de boa qualidade de gravação, composições pensadas nos seus mínimos detalhes, produção, encartes feitos por artistas renomados do cenário, qualidade de show, apesar de acontecer “contratempos” por parte de produções que não tem respeito pelo público. E tudo isso sendo pai, dono de casa, estudante, e ainda ter que se dedicar a banda. Entende o trabalho e investimento que estamos fazendo? Tenho visto uma mudança para melhor, pois vejo que existe uma galera que tá vendo o “trampo” que é ter uma banda de rock no Brasil e essa galera vem apoiando e fazendo a parte deles, isto é, comprando o material, indo aos shows etc. Acredito que o público brasileiro está começando a ver tudo isso, e acreditar no material que é feito no Brasil. Sabemos da existência de “n” bandas de super nível e que está pronta para tocar e fazer o seu trabalho dignamente. Por outro lado, ficar na internet “dando uma de produtor”, falando isso ou aquilo de determinada banda, não adianta nada e não vai mudar a vida de ninguém, nem mesmo a dele própria.

Para finalizar, deixe um comentário para os fãs.

Giovanni: Gostaríamos de agradecer o suporte dado e deixar aqui um agradecimento especial a todos os leitores do site. Valeu!!!

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Victor Santos

Victor Santos

Editor-Chefe em Imprensa do Rock
Victor Santos é editor-chefe do Imprensa do Rock e Diretor Geral do Programa Unimetal. Desde 2011, vem trazendo conteúdo de qualidade para os amantes da música e do cinema.
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